Moraes ordena prisão preventiva de condenados por tentativa de atentado no aeroporto de Brasília

Decisão do STF aponta conexão entre plano frustrado de explosão em 2022 e os atos golpistas de 8 de janeiro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva de três homens condenados por envolvimento na tentativa de explodir um caminhão-tanque nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília, na véspera de Natal de 2022. A informação foi divulgada pela Agência Brasil nesta sexta-feira (27).

A decisão, assinada na última terça-feira (24), recai sobre George Washington de Oliveira Sousa, Alan Diego dos Santos Rodrigues e Wellington Macedo de Souza. Os três já haviam sido condenados pela Justiça do Distrito Federal por crimes relacionados ao episódio, mas cumpriam pena em regime semiaberto. Com a nova ordem judicial, passam agora a cumprir prisão preventiva — ou seja, por tempo indeterminado — e devem ser submetidos a audiências de custódia nos próximos dias.

George Washington, apontado como mentor da ação, foi sentenciado em maio de 2023 a nove anos e quatro meses de reclusão. Alan Diego recebeu pena de cinco anos e quatro meses, enquanto Wellington Macedo foi condenado a seis anos de prisão. Os crimes incluem explosão, incêndio e posse ilegal de arma de fogo, além de exposição da integridade física da população mediante o uso de artefato explosivo.

Ao justificar a nova prisão, Moraes destacou que o atentado frustrado não pode ser visto como um ato isolado. Segundo o ministro, há elementos que conectam o episódio aos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas por extremistas.

“Os meios eleitos foram suficientes para caracterizar grave ameaça, por anunciar catástrofe coletiva com recado persuasivo. Firmadas essas premissas, há necessidade de acautelar a ordem pública”, escreveu Moraes na decisão.

Os três condenados também são alvo de denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao próprio Supremo, sob acusações de associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e atentado contra a segurança de transporte aéreo.

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