O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (3) manter a prisão preventiva do general Walter Braga Netto, ex-ministro e ex-candidato a vice-presidente. Ele é o único integrante do chamado “núcleo crucial” da trama golpista que segue preso em regime fechado desde dezembro de 2024.
Decisão cita condenação e risco de fuga
Na decisão, Moraes destacou que a manutenção da prisão é necessária diante da condenação já imposta a Braga Netto e do “fundado receio de fuga do réu”. Segundo o ministro, estão “inequivocamente presentes os requisitos necessários e suficientes” para manter a prisão preventiva.
Condenação de 26 anos ainda não foi executada
Braga Netto foi condenado a 26 anos de prisão em regime inicial fechado, mas a pena ainda não começou a ser cumprida, já que há recursos pendentes de julgamento. Moraes afirmou que o fim do julgamento da ação penal, somado ao risco de evasão, justifica a continuidade da prisão para garantir a aplicação da lei penal e o cumprimento da futura decisão condenatória.
Entre os réus do núcleo golpista, só Bolsonaro teve pena maior
A sentença de Braga Netto foi a segunda mais alta entre os réus apontados como principais articuladores da tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023. Apenas o ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu uma pena superior.






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