O general Walter Braga Netto pode ser condenado a 41 anos e 4 meses de prisão, conforme indicado na decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou sua prisão preventiva no sábado (14). Ele é acusado de tentar obstruir investigações sobre a trama golpista de 2023 e responderá pelos crimes de obstrução de Justiça, associação criminosa, abolição do Estado Democrático de Direito e tentativa de depor o poder constituído por meio de violência ou grave ameaça.
A pena para obstrução de Justiça varia de 3 a 8 anos, enquanto o crime de associação criminosa pode alcançar até 5 anos e 4 meses, com agravantes por participação de funcionário público. Já os crimes de abolição do Estado Democrático de Direito e tentativa de depor o poder têm penas de 4 a 8 anos e 4 a 12 anos, respectivamente, somando o total possível de 41 anos e 4 meses.
Moraes atendeu a um pedido da Polícia Federal, que afirmou que Braga Netto tem atuado desde agosto de 2023 para interferir nas investigações, incluindo tentativas de acessar informações sigilosas do acordo de colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. A PF cita como prova um documento encontrado na sede do PL, em posse de um assessor de Braga Netto, contendo perguntas e respostas sobre a delação de Cid.
A Polícia Federal argumenta que a liberdade do general representa risco à ordem pública e pode permitir a continuidade das ações ilícitas. Sem prazo determinado para a soltura, Braga Netto permanece preso preventivamente, à espera das decisões judiciais sobre o caso.
Com informações do Diário do Centro do Mundo
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