O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a abertura de uma nova investigação para apurar o conteúdo extraído dos celulares do advogado Frederick Wassef, que representa o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo informações do portal UOL, a medida tem como base informações identificadas durante a análise dos aparelhos apreendidos no âmbito da investigação sobre o suposto desvio de joias e presentes oficiais recebidos pelo então chefe do Executivo em viagens internacionais.
A decisão estabelece que o material encontrado seja analisado em procedimento próprio, distinto da investigação original sobre as joias.
Conteúdo encontrado será analisado em investigação própria
Os celulares de Frederick Wassef foram apreendidos durante as diligências relacionadas ao caso das joias recebidas da Arábia Saudita pelo governo brasileiro durante o governo Bolsonaro. Ao longo da extração dos dados, a Polícia Federal informou ter identificado elementos que não guardariam relação direta com a investigação principal.
Em 4 de março, a corporação comunicou ter identificado “eventos fortuitos” nos dados extraídos dos aparelhos de Wassef. Conforme informado pela PF, esse material deveria ser analisado em procedimento separado, uma vez que não teria conexão imediata com o objeto da investigação original.
A partir dessa informação, a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favoravelmente à instauração de uma nova investigação.
De acordo com o parecer, o objetivo é “que se avalie as hipóteses criminais cogitadas”, que não têm “conexão ou pertinência” com o caso das joias.
PGR apoiou abertura da nova apuração
A manifestação da Procuradoria-Geral da República foi um dos fundamentos utilizados para o prosseguimento da investigação. O órgão entendeu que os dados encontrados durante a perícia poderiam justificar uma análise específica e independente.
Com isso, Alexandre de Moraes determinou que o conteúdo seja examinado em um novo procedimento investigativo, preservando a separação entre os fatos relacionados ao inquérito das joias e aqueles eventualmente revelados pelos chamados “eventos fortuitos”.
Como o procedimento tramita sob sigilo, não foram divulgados detalhes sobre quais informações motivaram a abertura da nova investigação nem quais possíveis crimes poderão ser apurados.
Caso das joias segue em andamento
Frederick Wassef é um dos investigados no inquérito que apura o suposto desvio de joias e presentes oficiais recebidos pelo governo brasileiro da Arábia Saudita.
Tanto Wassef quanto o ex-presidente Jair Bolsonaro foram indiciados pela Polícia Federal nesse caso. A lista de indiciamentos também inclui outros dez investigados, entre eles o advogado Fabio Wajngarten, que também atua na defesa da família Bolsonaro.
A investigação procura esclarecer o destino de presentes oficiais recebidos durante o mandato presidencial e apurar eventual prática de crimes relacionados à gestão desses bens públicos.
Paralelamente, a nova decisão do STF amplia o alcance das apurações ao determinar que o conteúdo encontrado nos celulares de Wassef seja examinado em um procedimento autônomo, cujo objeto permanece sob sigilo judicial.





Deixe um comentário