O ministro Alexandre de Moraes autorizou, nesta segunda-feira (13), que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba atendimento médico domiciliar a qualquer momento, sem necessidade de liberação prévia do STF. A decisão atende ao pedido de urgência protocolado mais cedo pela defesa, que alegou agravamento nos episódios de soluço do ex-mandatário.
Com o aval do ministro, a médica Marina Grazziotin Pasolini, indicada pela defesa, poderá atender o ex-presidente em sua residência sem a necessidade de autorização prévia do STF. A medida visa garantir a celeridade do socorro, já que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto por determinação de Moraes.
O ministro também ressaltou que Bolsonaro continua autorizado a ser levado a um hospital em caso de urgência, devendo apenas comprovar o atendimento no prazo de 24 horas.
O ministro também autorizou o encaminhamento hospitalar em caso de urgência, com a exigência de que a defesa comprove o atendimento em até 24 horas.
Crises recorrentes marcam prisão domiciliar
Esta não é a primeira vez que a saúde do ex-presidente, detido no inquérito da trama golpista e do cancelamento de vistos, exige intervenção do STF. Desde que foi colocado em prisão domiciliar, Bolsonaro tem apresentado episódios recorrentes de mal-estar.
No mês passado, ele precisou ser internado no Hospital DF Star, em Brasília, após apresentar mal-estar, pré-síncope, vômitos e pressão baixa. Exames feitos na ocasião identificaram um quadro de anemia e uma tomografia apontou uma imagem residual de pneumonia.
As crises de soluço, em particular, já haviam sido relacionadas por seu médico pessoal ao esforço vocal prolongado. A defesa alegou que a piora nos soluços, após receber visitas como a do governador Tarcísio de Freitas, de São Paulo, na semana passada, tornou indispensável a garantia do atendimento médico contínuo em casa.






Deixe um comentário