Moradores da Região Metropolitana do Rio passam, em média, 20 horas por semana no transporte — o equivalente a até quatro horas por dia. É o que mostra a pesquisa “De Olho no Transporte”, produzida pela Casa Fluminense e que será divulgada nesta segunda-feira (10), durante a COP30.
O levantamento detalha o tamanho do impacto dos longos deslocamentos na vida da população fluminense. De acordo com os dados, o tempo gasto semanalmente nesse vai e vem equivale a mais de dois dias úteis de trabalho.
Em casos extremos, como nas cidades de Queimados e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, mais de 10% da população leva mais de duas horas por trajeto — somente na ida ou na volta —, configurando o maior tempo médio de deslocamento do país.
Impacto no bolso e na saúde
Em relação ao impacto financeiro, o estudo aponta que o gasto médio mensal com transporte chega a cerca de R$ 300. O valor equivale a quase 20% do salário mínimo atual, que está na faixa dos R$ 1.518.
A pesquisa também faz alertas para riscos à saúde. Segundo o documento, 19 dos 22 municípios da metrópole estão em área de risco pela alta concentração de material particulado fino — substância emitida principalmente por veículos e associada a doenças respiratórias e cardiovasculares.
Essas partículas podem entrar nos pulmões e alcançar a corrente sanguínea, aumentando o risco de problemas respiratórios, inflamatórios e cardíacos.






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