O ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou nesta quarta-feira (29) que pretende ir de caminhão até Belém (PA) para participar da COP30, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Segundo ele, a viagem servirá como uma forma simbólica de “incentivar” o trabalho do ministério e destacar o papel das rodovias na transição sustentável.
“Eu vou de caminhão lá para a COP, saindo de Brasília. Eu vou pegar a Belém-Brasília”, afirmou Renan durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, da EBC. O trajeto deve durar cerca de seis dias e incluir passagens por Goiás, Tocantins e Maranhão, antes da chegada ao Pará.
Viagem com paradas técnicas e agenda de obras
Durante o percurso, o ministro pretende visitar diversas obras federais, especialmente trechos em obras de recuperação e pavimentação. Um dos pontos de parada será o município de Estreito (TO), onde uma ponte que liga o estado ao Maranhão desabou há quase um ano. Renan afirmou que pretende entregar a nova estrutura ainda em novembro, antes da COP.
“Será uma viagem histórica”, disse o ministro, ressaltando que a jornada terá suas emissões de carbono compensadas. A iniciativa, segundo ele, reforça o compromisso da pasta com a agenda verde e com a sustentabilidade no transporte terrestre.
De caminhão a navio presidencial
Renan Filho também afirmou que planeja dormir pelo menos uma noite dentro do caminhão, numa tentativa de simbolizar a conexão direta com os trabalhadores da estrada. Ele comentou ainda as dificuldades de hospedagem em Belém durante o evento, devido à alta procura e aos preços elevados.
“Eu tinha me planejado para ficar na COP no caminhãozinho”, revelou o ministro, acrescentando que acabou recebendo um convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para se hospedar no navio da Marinha, onde Lula também ficará durante o evento.
A COP30 ocorrerá este mês e deve reunir chefes de Estado, autoridades e especialistas de todo o mundo para debater metas e políticas de combate às mudanças climáticas. O governo brasileiro pretende usar o evento como vitrine de sua estratégia ambiental e de infraestrutura sustentável, especialmente na Amazônia.






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