Metrô quer subsídio do Governo do Estado para não aumentar o bilhete para R$ 6,30

Acumulando mais de R$ 600 milhões em perdas na pandemia, o MetrôRio vive um dilema financeiro: não pode abrir mão de um reajuste na tarifa que, no entanto, não caberá no bolso dos cariocas, especialmente em um momento de crise. Com o salto da inflação medida pelo IGP-M nos últimos 12 meses, o contrato de…

Acumulando mais de R$ 600 milhões em perdas na pandemia, o MetrôRio vive um dilema financeiro: não pode abrir mão de um reajuste na tarifa que, no entanto, não caberá no bolso dos cariocas, especialmente em um momento de crise. Com o salto da inflação medida pelo IGP-M nos últimos 12 meses, o contrato de concessão estabelece que o bilhete suba de R$ 5 para R$ 6,30 já no mês que vem, uma alta de 26%. Para contornar o impasse, a concessionária vai propor ao governo do Estado que ele subsidie parte do valor da passagem, atenuando o impacto do reajuste para os passageiros, informa a coluna CAPITAL, de O GLOBO.


Segundo o presidente do MetrôRio, Guilherme Ramalho, expectativas de retomada no fluxo de passageiros se frustraram. No início da quarentena, a circulação chegou a cair 77% em relação ao pré-pandemia; um ano depois, o desempenho ainda está 56% abaixo do “normal”. Em vez dos 900 mil clientes que costumava levar todo dia, o modal transporta hoje apenas 400 mil. Com o novo repique da epidemia e a volta de medidas mais restritivas, espera-se que o número caia para cerca de 360 mil.

— O reajuste está previsto em contrato, não é uma deliberação nossa, é regulado. Na nossa situação atual, não temos como abrir mão dessa receita. Ao mesmo tempo, sabemos que isso tem um impacto para os passageiros. Nossa ideia é encontrar uma solução: se o governo não quiser repassar o aumento para a população, ele poderia bancar a diferença com um subsídio — disse Ramalho.

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