Operação mira fraude fiscal de R$ 770 milhões em 5 estados

PF, Receita e MPF cumprem 79 mandados contra esquema de créditos tributários falsos e lavagem de dinheiro

A Polícia Federal, a Receita Federal e o Ministério Público Federal deflagraram, nesta quinta-feira (7), duas operações contra um esquema de fraude tributária que teria causado prejuízo de cerca de R$ 770 milhões aos cofres públicos. As ações ocorreram em cinco estados e mobilizaram 215 policiais federais, além de 43 auditores e analistas da Receita.

As operações, batizadas de Títulos Podres e Consulesa II, cumpriram ao todo 79 mandados judiciais em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Maranhão. Segundo as investigações, o grupo utilizava créditos fiscais falsos — conhecidos como “títulos podres” — para quitar ilegalmente dívidas tributárias de empresas e prefeituras.

De acordo com os investigadores, o esquema envolvia escritórios de advocacia, consultorias tributárias e empresas de fachada que ofereciam serviços para reduzir ou eliminar débitos fiscais. Com o avanço das apurações, servidores públicos também passaram a ser investigados por participação nas fraudes.

Empresas e contas em nome de laranjas

As autoridades apontam ainda que os suspeitos usavam empresas registradas em nome de terceiros, contas bancárias de laranjas e transferências fracionadas para ocultar a movimentação financeira do grupo, em um possível esquema de lavagem de dinheiro.

Na segunda fase da Operação Consulesa, foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. A Justiça também determinou o bloqueio de bens, o afastamento de servidores e outras medidas cautelares. O prejuízo investigado nesta frente é estimado em R$ 670 milhões.

Já a Operação Títulos Podres cumpriu 40 mandados de busca e apreensão e seis de prisão temporária em Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Maranhão. A investigação mira líderes e operadores financeiros do esquema. Pelo menos dez advogados estão entre os investigados.

Segundo decisão da Justiça Federal, cerca de R$ 32 milhões em bens e valores foram bloqueados para tentar garantir o ressarcimento dos prejuízos aos cofres públicos.

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading