Mesmo em presídio federal, Marcinho VP muda cúpula do Comando Vermelho no Rio, diz Policia Civil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga uma mudança na cúpula do Comando Vermelho (CV) ordenada por Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, de dentro de um presídio federal. Segundo a apuração do UOL, Marcinho VP, líder da facção, mandou trocar a cúpula da facção nas ruas do Rio, tirando Wilson Carlos Rabello…

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga uma mudança na cúpula do Comando Vermelho (CV) ordenada por Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, de dentro de um presídio federal. Segundo a apuração do UOL, Marcinho VP, líder da facção, mandou trocar a cúpula da facção nas ruas do Rio, tirando Wilson Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha, e pondo em seu lugar Luciano Martiniano da Silva, o Pezão.

A defesa de Marcinho VP nega as acusações. A ordem teria sido repassada por Luis Cláudio Machado, o Marreta, outro chefe do CV que estava preso com Marcinho VP em Catanduvas (PR). Marreta foi transferido para Bangu 1, no Rio, por decisão do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio), que não viu motivos para mantê-lo no presídio federal.

Em Bangu 1, Marreta teria informado a mudança a visitantes, que levaram a mensagem aos criminosos nas ruas. A troca teria sido motivada pela insatisfação de Marcinho VP com as ações de Abelha, que liderou uma aliança com a maior milícia do Rio e uma “caça” a rivais, que resultou em mais de 50 mortes neste ano. A defesa de Abelha não quis comentar o caso.

Pezão é procurado pela polícia há mais de uma década e já foi apontado como o criminoso mais procurado do Rio. Tem ao menos 14 mandados de prisão pendentes por crimes como homicídio, tráfico de drogas, roubo e formação de quadrilha. A defesa de Pezão não foi localizada pela reportagem

O traficante chegou a ser preso em 2005, acusado de chefiar a venda de drogas em uma das favelas no Complexo do Alemão. Foi solto após três anos.

Em 2008, de volta às ruas, teria recebido ordens diretas de Marcinho VP e Fernandinho Beira-Mar para matar Antônio de Souza Ferreira, o Tota. De acordo com denúncia do Ministério Público do Rio, Tota foi morto por Pezão porque não estaria mais repassando dinheiro arrecadado na favela aos líderes presos.

Após o homicídio, Pezão teria assumido o controle de todas as favelas do Complexo do Alemão

A “caçada” da polícia a Pezão se intensificou em 2010, durante a instalação de UPPs no Complexo do Alemão, zona norte do Rio. A favela, apontada como um dos redutos do CV, era dominada pelo traficante. Pezão conseguiu escapar do cerco policial e buscou refúgio no Paraguai, de onde retornou há dois anos, segundo a Polícia Civil

Com informações do UOL

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