A reunião do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), com integrantes da cúpula da Polícia Federal (PF), nesta sexta-feira (13) durou cerca de 2 horas. O encontro foi para tratar da investigação envolvendo o Banco Master. Mendoça participou por videoconferência, de São Paulo. As informação iniciais são de que a reunião foi como um alinhamento técnico sobre o estágio atual do inquérito.
Participaram da conversa o diretor-executivo da PF, William Murad; o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção, Dennis Cali; o coordenador-geral de repressão à corrupção e crimes financeiros, Daniel Cola; além dos delegados responsáveis pelas apurações. O diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, não esteve presente.
Alinhamento sobre fase da investigação
Segundo informações, o objetivo foi atualizar o ministro sobre o andamento das diligências e discutir procedimentos a serem adotados nos próximos passos da investigação.
A expectativa é que, a partir da próxima semana, o gabinete passe a analisar eventuais pedidos pendentes e autorize novas medidas no caso.
Contexto da investigação
O inquérito apura suspeitas de fraude financeira envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro. A investigação ganhou novo capítulo após a Polícia Federal encaminhar ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, relatório com menções ao então relator do caso, Dias Toffoli, encontradas no celular do empresário.
Após a redistribuição do processo no Supremo, a reunião desta sexta-feira marca o primeiro movimento formal de organização dos trabalhos sob a nova condução, com foco na retomada do ritmo das apurações e na definição dos próximos atos processuais.
O caso é considerado sensível dentro da Corte e na própria Polícia Federal, tanto pelo porte da investigação quanto pelos possíveis desdobramentos institucionais e políticos.






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