Um dia após assumir a relatoria do inquérito que investiga suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, convocou para a tarde desta sexta-feira (13) uma reunião com delegados da Polícia Federal responsáveis pelo caso.
O objetivo do encontro é obter um panorama detalhado das investigações, incluindo um balanço das diligências já realizadas e a definição das próximas etapas da apuração.
A iniciativa marca o início da condução formal do caso por Mendonça, que substituiu o ministro Dias Toffoli na relatoria.
Transição na relatoria
A mudança ocorreu após a divulgação de informações sobre um suposto elo entre Toffoli e investigados do caso. A relação mencionada envolve a empresa Maridt Participações, da qual o ministro integra o quadro societário.
Segundo Toffoli, a Maridt Participações é uma empresa familiar dirigida por seus irmãos.
A companhia manteve negócios com um fundo administrado pela empresa Reag, ligada ao Banco Master. O ponto central da relação entre Maridt e Reag é o resort de luxo Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no Paraná.
A empresa da família Toffoli figurava como uma das proprietárias do empreendimento até fevereiro do ano passado.
Esclarecimentos de Toffoli
Embora já fosse público que os irmãos de Toffoli atuavam como diretores da empresa, o ministro confirmou nesta quinta-feira que também é sócio da Maridt. Ele afirmou, no entanto, que seu nome não constava em registros públicos em razão da natureza jurídica da empresa, uma sociedade anônima de capital fechado.
Toffoli ressaltou ainda que não exerce função de sócio-administrador na companhia.
Reunião estratégica
Com a reunião desta sexta-feira, Mendonça e seus auxiliares pretendem alinhar informações com a equipe da Polícia Federal, compreender o estágio atual das investigações e avaliar eventuais medidas futuras.
A expectativa é que o novo relator imprima sua marca na condução do inquérito, mantendo a análise técnica dos elementos já reunidos e decidindo sobre novas diligências, se necessário.
O caso envolve apurações sobre operações financeiras atribuídas ao Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro. A definição dos próximos passos dependerá do conteúdo apresentado pelos investigadores ao ministro.






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