O assassinato do lateral-esquerdo Mario Pineida, de 33 anos, causou forte comoção no futebol equatoriano e também no Brasil. O jogador, que defendeu o Fluminense em 2022 por empréstimo, foi morto a tiros nesta quarta-feira, em Guayaquil, segundo informações divulgadas pela imprensa local e confirmadas pelo Barcelona de Guayaquil, clube onde atuava atualmente.
De acordo com o site Ecuavisa, Pineida foi baleado em frente a um açougue no bairro de Sanales. No mesmo atentado, a esposa do jogador também foi morta. A mãe de Pineida, que estava com o casal no momento do ataque, foi atingida e ficou ferida. O crime ocorreu em via pública e mobilizou forças de segurança da cidade.
A morte aconteceu poucas horas depois de o presidente do Barcelona de Guayaquil, Antonio Álvarez, revelar que Mario Pineida havia solicitado proteção especial às autoridades. Segundo o dirigente, o jogador relatou estar recebendo ameaças de morte. A informação aumentou a repercussão do caso e levantou questionamentos sobre a segurança de atletas no país.
Em nota publicada nas redes sociais, o Barcelona de Guayaquil lamentou profundamente a morte do jogador e prestou solidariedade aos familiares. O elenco do clube havia decidido não realizar o treinamento da manhã desta quarta-feira como forma de protesto por quatro meses de salários atrasados, contexto que também evidencia a crise vivida pelo futebol equatoriano.
— BARCELONA S.C. (@BarcelonaSC) December 17, 2025
Mario Pineida passou pelo Fluminense em 2022, quando disputou a temporada vestindo a camisa tricolor após chegar por empréstimo. No clube carioca, atuou como lateral esquerdo e chegou a usar a camisa 6. A notícia da morte gerou manifestações de pesar entre torcedores e profissionais ligados ao futebol brasileiro.
O caso de Pineida se soma a uma sequência de episódios violentos envolvendo jogadores no Equador. Segundo a imprensa local, pelo menos outros três atletas foram assassinados nos últimos meses. Em setembro, Maicol Valencia e Leandro Yépez, jogadores do Exapromo Costa, da segunda divisão, foram mortos. Ainda no mesmo mês, Jonathan González, que passou por Independiente del Valle e LDU, também foi assassinado. Em novembro, Miguel Nazareno, de apenas 16 anos, atleta das categorias de base do Del Valle, foi encontrado morto em sua residência.
A sucessão de crimes tem gerado preocupação entre clubes, atletas e dirigentes, que cobram ações mais efetivas das autoridades para conter a violência e garantir a segurança de quem vive do futebol no país.






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