A líder opositora María Corina Machado dedicou o Prêmio Nobel da Paz de 2025 ao ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump e ao povo da Venezuela, em mensagem publicada logo após o anúncio da premiação. “Dedico este prêmio ao sofrimento do povo venezuelano e ao presidente Trump por seu apoio decisivo à nossa causa”, escreveu em suas redes sociais.
A ativista foi reconhecida pelo Comitê Norueguês do Nobel por “seus esforços persistentes em favor da restauração pacífica da democracia e dos direitos humanos na Venezuela”. Segundo Machado, o prêmio é “um impulso para concluir nossa tarefa de conquistar a liberdade” e marca o início de uma nova fase na luta contra o regime de Nicolás Maduro.
“Estamos no limiar da vitória”
Em carta enviada aos venezuelanos, Corina afirmou aceitar a honraria “em nome do povo da Venezuela, que tem lutado pela sua liberdade com coragem, dignidade, inteligência e amor admiráveis”. Ela acrescentou que o reconhecimento da comunidade internacional demonstra apoio à causa democrática e à transição pacífica no país.
“Este imenso reconhecimento à luta de todos os venezuelanos é um impulso para concluirmos nossa tarefa: conquistar a liberdade. Estamos no limiar da vitória e, hoje mais do que nunca, contamos com o presidente Trump, com o povo dos Estados Unidos, com os povos da América Latina e com as nações democráticas do mundo como nossos principais aliados para alcançar a liberdade e a democracia. A Venezuela será livre!”, declarou.
O Comitê Norueguês destacou que a engenheira venezuelana representa “um dos exemplos mais extraordinários de coragem civil na América Latina”. O texto oficial descreve Machado como uma figura unificadora em um cenário político fragmentado, capaz de reunir antigos rivais em torno da defesa das eleições livres e da restauração do Estado de Direito.
Trump reage e critica o Comitê
O ex-presidente norte-americano, que já havia se autodeclarado merecedor do Nobel por suas ações diplomáticas, reagiu à escolha com desdém. O diretor de comunicações da Casa Branca, Steven Cheung, afirmou que “o Comitê do Nobel provou que coloca a política à frente da paz”. O governo dos Estados Unidos esperava que o próprio Trump fosse premiado.
Mesmo com a dedicatória inicial, María Corina não mencionou o republicano na carta oficial de aceitação, preferindo enaltecer o povo venezuelano. “Com profunda gratidão, recebo este prêmio em nome do povo que nunca desistiu de sonhar com a liberdade”, escreveu.






Deixe um comentário