A disputa sobre a permissão para construir residenciais no terreno do Bangu Shopping, na Zona Oeste, opôs vereadores da base de Paes nesta terça-feira (4). Felipe Boró (PSD) usou a tribuna para defender o projeto original, rebatendo diretamente uma emenda do PT, apresentada por Felipe Pires, que visa excluir o shopping da proposta.
O projeto, de autoria da prefeitura e já aprovado em primeira discussão, autoriza que shoppings e supermercados da cidade ergam edifícios residenciais em suas áreas, principalmente estacionamentos, mediante o pagamento de uma contrapartida.
Na semana passada, Felipe Pires — que tem reduto na região — apresentou uma emenda ao projeto do novo “mais valerá”, para retirar o shopping das permissões de construção de moradias, argumentando que o espaço, na antiga Fábrica de Tecidos Bangu, é tombado e parte da história do bairro. “Basta ver o que aconteceu com o shopping Nova América, que tem prédio para cima, hotel pra um lado, unidade residencial para o outro e descaracteriza a antiga fábrica de tecidos”, disse o vereador na primeira votação.
Boró, que também tem base na região, argumentou que o bairro precisa de investimentos e que a área ociosa do shopping poderia ser aproveitada sem prejudicar o patrimônio tombado.
“É uma área total de 153 mil metros quadrados e uma área construída de 78 mil metros quadrados, ou seja, temos a metade da área do Shopping Bangu que não tem construção”, discursou Boró, comparando a iniciativa ao Reviver Centro e ao Porto Maravilha.
Votação adiada
O projeto estava como quinto item na pauta desta terça para ser votado em definitivo, mas após a aprovação do quarto projeto da lista, os vereadores derrubaram a sessão por falta de quórum.
A manobra, no entanto, serviu para viabilizar uma sessão extraordinária logo em seguida, destinada apenas a votar projetos de decretos legislativos, com foco na concessão de honrarias. Ficou para outro dia a discussão em torno do projeto das moradias nos shoppings.






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