Paes oficializa decreto que impede novas construções no entorno do Bangu Shopping

Texto formaliza promessa do prefeito após base governista na Câmara derrubar emenda do vereador Felipe Pires (PT) que deixava o shopping de fora das regras do novo “mais valerá”

O prefeito Eduardo Paes (PSD) tornou oficial, no Diário Oficial desta segunda-feira (10), a retirada do Bangu Shopping, na Zona Oeste, do novo “mais valerá” recém-aprovado na Câmara dos Vereadores. O novo decreto assinado pelo alcaide amplia a área de proteção do entorno do empreendimento, impedindo a construção de novas edificações no terreno e arredores, cumprindo a promessa feita na última semana.

O texto determina que o imóvel, já tombado desde 2000 pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), passa a ter um perímetro de proteção ampliado. O objetivo é evitar qualquer intervenção que possa descaracterizar o conjunto arquitetônico que abriga o shopping — antiga Fábrica de Tecidos Bangu, símbolo da era industrial da região.

Queda de braço na Câmara

A publicação do decreto reverte, na prática, uma decisão tomada na Câmara na última quarta-feira (5). Na ocasião, durante a votação do projeto, a própria legenda do prefeito derrubou uma emenda do vereador Felipe Pires (PT) que buscava, justamente, excluir o Bangu Shopping do novo mais valerá.

A articulação pela derrubada da emenda foi liderada por Felipe Boró (PSD), que argumentou a necessidade de maiores investimentos na região. A permissão de novas construções no terreno do shopping foi criticada por Pires e pelo veterano Jorge Felippe (PP). Ambos apontaram que novas edificações no local descaracterizariam a fachada e mudariam a identidade da antiga Fábrica de Tecidos Bangu. 

Após a votação na Câmara, Paes interveio, dando a vitória ao petista. Na sexta-feira (7), o prefeito anunciou que assinaria o decreto para atender ao pedido de Felipe Pires e garantir a proteção ao centro comercial.

O novo decreto abre apenas uma exceção: permite construções temporárias no local, pelo prazo máximo de 120 dias, como estruturas para eventos e outras ações de curta duração. Para que as obras sejam realizadas é necessário aprovação pelo Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural (CMPPC).

Reprodução / Diário Oficial do Município do Rio

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