As forças de segurança do Rio de Janeiro removeram mais de sete mil toneladas de barricadas instaladas em comunidades controladas por facções criminosas ao longo de 2024.
De acordo com o secretário de Segurança Pública, Victor Santos, a Polícia Militar do estado é a única do país a contar com um núcleo específico para essa atividade, equipado com maquinário de construção civil para a remoção das barreiras.
A declaração foi feita durante a coletiva de imprensa sobre a Operação Torniquete, realizada no conjunto de favelas do Alemão, na quarta-feira (15).
“Algumas comunidades não têm operações há alguns anos. É normal que aquele criminoso, onde o estado não se faz presente nem com a segurança, acaba criando essas estruturas físicas. Só no ano passado, a PM tirou mais de 7 mil toneladas de barricadas, em todo o estado do Rio de Janeiro”, disse Victor Santos.
A operação realizada nesta quarta-feira teve como objetivo principal atacar a “Caixinha do Comando Vermelho”, esquema responsável pela lavagem de dinheiro e pelo financiamento da facção criminosa. Durante a ação, três suspeitos morreram em confronto, 13 pessoas foram presas e quatro ficaram feridas, incluindo um policial do Bope.
Na comunidade, os policiais se depararam com diversas barricadas e um trecho de asfalto coberto com óleo, estratégia utilizada para dificultar o avanço dos blindados. Em um dos pontos do complexo, foi necessário o uso de um maçarico para abrir passagem, já que um trilho de trem havia sido adaptado como cancela e precisou ser cortado. Retroescavadeiras também foram empregadas para auxiliar na operação.
“Esse é um trabalho diário que muita gente entende como enxugar gelo, mas eu acredito que não. Nós entendemos que a barricada é uma limitação de território. O criminoso quer dizer que ‘aqui quem manda sou eu’. E o recado é o contrário”, disse o secretário. E prosseguiu:
“Vamos continuar fazendo operações para a retirada de barricadas do território do Rio de Janeiro, devolvendo à população seu direito de ir e vir”.
Casas do tráfico
O poder financeiro do tráfico foi mais uma vez revelado pelas forças de segurança do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (15), durante mais uma fase da Operação Torniquete no conjunto de favelas do Alemão, na Zona Norte.
No local, os agentes localizaram seis casa de luxo. Algumas delas contam com jacuzzi, piscina ‘aquário’, sala de cinema, academia e churrasqueira.
Uma das casas encontradas pela PM pertence ao chefe do tráfico no Alemão, Luciano Martiniano da Silva, o Pezão. O imóvel é visto na comunidade como uma verdadeira fortaleza. Pezão está foragido da Justiça desde 2009.
Na casa, os policiais encontraram uma piscina, com deck de madeira, espaço gourmet, mesa ampla, bancada em mármore e uma grande churrasqueira. No mesmo andar da casa, o criminoso também montou uma área de cinema.
Outro traficante da quadrilha também teve sua casa desvendada pela PM. Identificado apenas como Professor, ele morava em um imóvel todo reformado, com academia, piscina, área aberta para pegar sol e espaço gourmet.
Os PMs também entraram na casa do traficante identificado como Panda. O imóvel conta com um grafite na parede, com a imagem de um urso panda estilizado, com um cordão de ouro e uma favela ao fundo.
A casa de Panda também tem piscina de luxo, amplo espaço para banho de sol, móveis novos e churrasqueira.
Já o criminoso identificado pela polícia como DVD tem em sua casa uma jacuzzi na parte interna, além de piscina e churrasqueira.
Outras duas casas que não tiveram seus donos identificados pelas forças de segurança também chamaram a atenção dos policiais. Em uma delas, o criminoso montou uma piscina do tipo aquário, com vidros que permitem quem está ao lado de fora ver quem está no fundo da piscina.
Um desses imóveis tem dois andares, uma piscina interna, churrasqueira e amplo espaço para festa.
Todas as casas contam com ar-condicionado, geladeiras e camas novas. A maioria dos imóveis tem piso de porcelanato e detalhes de arquitetura, como teto rebaixado, iluminação de led e outros itens de luxo.
Com informações do g1.





