Em menos de 48 horas, a Operação Barricada Zero removeu mais de 810 toneladas de obstáculos físicos instalados pelo crime organizado em comunidades do Rio e da Baixada Fluminense. O balanço foi divulgado na tarde desta terça-feira (25) pelo coordenador do programa e secretário do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Edu Guimarães. Somente pela manhã, as equipes retiraram 210 toneladas de concreto, trilhos e entulhos em novas incursões.
As ações, que começaram ontem (24) no Rio, Duque de Caxias, São Gonçalo, Nova Iguaçu e Queimados, passaram a incluir também a comunidade da Chatuba, em Mesquita, ampliando para seis o número de cidades na operação. O trabalho mobiliza mais de 200 policiais militares e cerca de 60 policiais civis. Até o início da tarde, sete pessoas foram presas e quatro pistolas apreendidas.
Forças de segurança permanecem nas comunidades
Segundo o coordenador da operação, todas as áreas atendidas desde o primeiro dia seguem com equipes em campo. Ele afirma que não haverá tolerância por parte do governo para novas tentativas de reinstalação de barreiras que restrinjam o acesso de moradores e serviços públicos.
“É importante ressaltar que todas as comunidades em que estivemos ontem continuam com a atuação das forças de segurança hoje. Além da retirada de barricadas, que segue de forma constante, estamos reconstruindo as vias que foram destruídas por esses criminosos. As forças de segurança não vão tolerar que criminosos instalem barricadas no estado”, afirmou Edu Guimarães.
De acordo com a PM, há um reforço no patrulhamento em pontos sensíveis para evitar represálias após a chegada das equipes. No Complexo da Mangueirinha, em Duque de Caxias, policiais do Bope e da Core chegaram a impedir uma tentativa de criminosos de usar dois ônibus como barricada para impedir o avanço das operações.
Ação integrada também mira apoio logístico ao crime
Paralelamente à retirada dos obstáculos, a Polícia Civil deflagrou a Operação Muro de Favores, que resultou na prisão do vereador Ernane Aleixo (PL-RJ), de São João de Meriti, acusado de fornecer materiais para construção de barricadas em Vilar dos Teles em troca de apoio político. Segundo o subsecretário de Planejamento e Integração Operacional da corporação, Carlos de Oliveira, a ação integrada busca atingir tanto as estruturas físicas quanto a cadeia de suporte que alimenta os grupos armados.






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