O maestro Marco Aurélio Xavier, fundador do coral Meninas Cantoras de Petrópolis (MCP), publicou nesta quarta-feira (24) um vídeo nas redes sociais se pronunciando sobre denúncias de assédio moral e sexual apresentadas por ex-integrantes do grupo . A gravação foi retirada do ar poucas horas após a publicação.
As acusações ganharam repercussão após a reportagem “Um grito preso na garganta”, publicada pela revista Piauí em junho deste ano. A apuração reúne relatos de 17 ex-coralistas que integraram o grupo quando eram crianças e adolescentes.
“Tem uma revistinha aí, uma repórter, sabe, que juntou umas testemunhas e falaram tudo de mal contra mim. Perderam tempo, que se tivessem me entrevistado, eu sou imensamente pior do que escreveram. Eu teria as maiores barbaridades para falar sobre mim. Afinal, meus grandes mestres foram nazi… nazistas. Fica a dica”, declarou no vídeo, em tom de ironia. Assista abaixo:
Denúncias
A reportagem da Revista Piauí ouviu ex-integrantes do coral, atualmente com idades entre 24 e 60 anos, que relataram episódios de assédio moral, humilhações e abusos supostamente ocorridos durante o período em que participavam do grupo.
Marco Aurélio Xavier fundou o Meninas Cantoras de Petrópolis em 1976. Formado por meninas entre 9 e 15 anos, o coral alcançou projeção nacional ao longo de quatro décadas, e participou de importantes gravações e apresentações ao lado de artistas da música brasileira e internacional. As atividades foram encerradas em 2016 por falta de patrocínio.
Esta não é a primeira manifestação pública do maestro após a publicação da reportagem. Em uma postagem no Facebook feita semanas após a divulgação da matéria, Xavier agradeceu mensagens de apoio e afirmou não reconhecer os relatos apresentados por ex-integrantes.
“Grato de coração. O grupo começou em 1976 e foi até 2016. Não sei dessas crueldades covardes agora. São seres que ‘cuspiram no prato que comeram’. Super beijo”, comentou na ocasião.
Segundo a revista Piauí, o maestro chegou a ser procurado pela reportagem durante a apuração e inicialmente sinalizou que concederia entrevista, mas posteriormente não respondeu aos contatos.






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