Maduro acusa EUA de ‘inventar uma guerra’ após envio de porta‑aviões ao Caribe

Governo venezuelano rejeita justificativa americana de combate ao narcotráfico e anuncia exercícios conjuntos com Trinidad e Tobago

O presidente Nicolás Maduro afirmou nesta sexta‑feira que os Estados Unidos estão “inventando uma guerra” contra a Venezuela, em meio à chegada anunciada do porta‑aviões USS Gerald R. Ford ao Caribe e ao aumento de meios navais e aéreos americanos na região.

Motivo declarado pelos EUA
Washington diz que o reforço de forças no Caribe tem como objetivo ampliar operações contra o narcotráfico — incluindo ataques a embarcações suspeitas — mas o governo venezuelano e críticos internacionais alegam que a movimentação militar tem também um viés de pressão política e risco de interferência no país.

Reivindicações de Maduro
Em pronunciamento transmitido por rádio e televisão, Maduro classificou as ações americanas como um “relato extravagante, vulgar, criminoso e totalmente falso” e reafirmou que a Venezuela não é produtora de coca ou cocaína em escala, defendendo que o país não é o alvo legítimo das operações anunciadas.

Ações militares recentes
Desde setembro, os Estados Unidos têm realizado ataques a embarcações no mar do Caribe supostamente ligadas ao tráfico de drogas, que, segundo reportagens, deixaram dezenas de mortos. A administração americana tem rotulado alguns alvos como associados a organizações que qualificou como “narcoterroristas”.

Exercícios com país vizinho
Paralelamente, foi anunciado um exercício militar conjunto entre os EUA e Trinidad e Tobago com mobilização de ativos americanos a partir deste domingo — movimento que ocorre a poucos quilômetros do litoral venezuelano e aumenta a percepção de cerco entre autoridades de Caracas.

Reação das Forças Armadas venezuelanas
O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, criticou o incremento da presença militar norte‑americana no Caribe e afirmou que tal movimentação representa uma “ameaça militar” não só contra a Venezuela, mas contra a região como um todo. Em resposta, as Forças Armadas da Venezuela ampliaram exercícios ao longo do litoral.

Declarações de Washington sobre operações no solo e CIA
O presidente dos EUA também sugeriu recentemente a possibilidade de operações em terra como próximo estágio das ações contra cartéis, e houve menções a autorizações para ação de agências de inteligência — pontos que elevam o tom das declarações e agravam os temores de confronto direto.

Risco regional
Analistas e alguns líderes latino‑americanos manifestaram preocupação com o risco de que uma escalada militar possa desestabilizar a América do Sul e o Caribe, alargando um conflito que começou, segundo os EUA, como campanha contra o tráfico mas que já gera acusações de tentativas de desestabilização política na Venezuela.

O que muda no terreno
A presença do USS Gerald R. Ford, descrito pela Marinha americana como a “plataforma de combate mais capaz” do país, amplia a capacidade de projeção de poder naval e de apoio aéreo na região, o que, na visão de Caracas, reforça o argumento de que a escalada vai além do combate ao narcotráfico.

Perspectiva
Enquanto diplomatas e organismos regionais chamam à contenção, o episódio tende a manter alta a cobertura internacional e a polarização entre acusações de segurança e preocupações sobre soberania e intervenção — fatores que podem influenciar decisões militares e diplomáticas nos próximos dias.

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