Lulinha diz ao STF que voltará ao Brasil para depor e tem risco de prisão reduzido

Defesa afirma que filho de Lula se coloca à disposição da Justiça em investigação sobre descontos do INSS

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, informou ao ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, que pretende retornar ao Brasil para prestar depoimento no inquérito que apura supostas irregularidades em descontos do INSS.

Atualmente morando na Espanha, o empresário comunicou sua decisão por meio de seu advogado, Marco Aurélio de Carvalho, durante audiência realizada na semana passada.

Segundo a defesa, a iniciativa de se apresentar espontaneamente à Justiça demonstra disposição para esclarecer os fatos e reduz qualquer possibilidade de prisão no âmbito das investigações.

Defesa vê gesto como suficiente para afastar detenção

De acordo com o advogado, a decisão foi tomada de forma voluntária para garantir transparência. Ele afirmou que a defesa confia na condução do processo pelo ministro do STF e reforçou que não há intenção de fuga ou obstrução das investigações.

O caso envolve apurações sobre possíveis irregularidades em descontos ligados ao INSS, que também citam o empresário Antônio Camilo Antunes, apontado como figura central no escândalo.

A ligação entre Lulinha e Antunes é um dos pontos investigados pelas autoridades, embora a defesa sustente que não há qualquer envolvimento ilícito do empresário.

PF discutiu prisão, mas optou por medidas cautelares

A Polícia Federal chegou a discutir internamente a possibilidade de solicitar a prisão de Lulinha ao STF. No entanto, a medida não foi levada adiante e gerou divergências entre os próprios agentes.

Em vez disso, foi solicitado o acesso a dados bancários, fiscais e telemáticos do empresário, como forma de aprofundar as investigações.

A mudança de residência para a Europa foi considerada um fator relevante nas discussões internas, embora a defesa afirme que a decisão de morar fora já estava planejada anteriormente.

Defesa diz que dados já comprovam ausência de irregularidades

Segundo o advogado, a quebra de sigilo não identificou qualquer indício de participação de Lulinha no suposto esquema investigado.

Ele também afirmou que uma viagem realizada a Portugal com Antônio Camilo Antunes já foi devidamente esclarecida e teria caráter profissional, voltado ao conhecimento de um projeto relacionado ao uso medicinal de canabidiol.

A defesa protocolou no STF uma petição com explicações detalhadas sobre os pontos levantados pela investigação.

Até o momento, o ministro André Mendonça não definiu se haverá necessidade de depoimento formal nem estabeleceu uma data para eventual oitiva do empresário.

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