O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, abriu uma empresa na Espanha em meio às investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A empresa, chamada Synapta, iniciou operações em janeiro de 2026 e foi registrada em fevereiro no Registro Mercantil de Madri. Com capital mínimo de 3 mil euros, o equivalente a cerca de R$ 18 mil, a companhia tem como foco serviços tecnológicos, incluindo consultoria e desenvolvimento de sistemas.
Investigação e suspeitas
O nome de Lulinha aparece em inquérito da Polícia Federal que apura um esquema bilionário de fraudes no INSS. Segundo a investigação, ele teria sido citado como possível “sócio oculto” e beneficiário de pagamentos irregulares.
Relatórios apontam supostos repasses mensais de até R$ 300 mil, atribuídos ao lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”. Os valores teriam sido destinados, segundo a apuração, a facilitar acesso a interlocutores em Brasília — o que é negado pelas defesas.
A PF também mencionou depoimentos e documentos apreendidos que citam o nome do empresário, além de ter solicitado ao Supremo Tribunal Federal a quebra de seus sigilos bancário e telemático.
Defesa nega irregularidades
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirma que não há ilegalidade na abertura da empresa no exterior e sustenta que o negócio ainda não está em operação. Segundo os advogados, o empresário mantém postura transparente e está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
Os advogados também rechaçam qualquer ligação com o suposto esquema investigado e classificam as suspeitas como infundadas.






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