Lulinha admite ao STF viagem a Portugal com ‘Careca do INSS’ e despesas pagas pelo lobista

Defesa afirma que deslocamento teve caráter pontual e sem relação com investigação sobre fraudes no INSS

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que realizou uma viagem a Portugal ao lado do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, chamado de ‘Careca do INSS’. O nome do lobista aparece como um dos principais alvos de investigações sobre fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A informação foi apresentada ao ministro André Mendonça, relator do caso na Corte. Segundo os autos, a viagem teria sido custeada por Antônio Carlos, fato também reconhecido pela defesa do empresário.

Os advogados de Lulinha sustentam que o deslocamento ocorreu de forma pontual e não possui qualquer ligação com o esquema investigado pelas autoridades.

Defesa diz que viagem foi comunicada ao STF

Em declaração, o advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou que a viagem já foi formalmente informada ao relator do processo no STF. De acordo com ele, o encontro ocorreu em um momento em que Antônio Carlos era visto como um empresário de sucesso.

Segundo a defesa, o objetivo da viagem foi visitar uma propriedade voltada à produção de canabidiol em Portugal. A iniciativa teria caráter exclusivamente exploratório, sem desdobramentos comerciais.

Ainda conforme os advogados, não houve qualquer tipo de negociação ou vínculo empresarial decorrente do encontro entre Lulinha e o lobista.

Interesse surgiu a partir de mercado de cannabis medicinal

De acordo com a defesa, o contato entre os dois ocorreu durante conversas sobre o mercado de cannabis medicinal. Em uma dessas ocasiões, Antônio Carlos apresentou o projeto “World Cannabis”, que despertou o interesse do empresário.

Os advogados destacam que o interesse de Lulinha pelo tema também tem motivação pessoal. Segundo consta no processo, uma sobrinha do empresário realiza tratamento para epilepsia e já enfrentou dificuldades relacionadas à qualidade e ao acesso a medicamentos.

Nesse contexto, surgiu o convite para a viagem. Antônio Carlos teria informado que viajaria a Portugal para conhecer a produção de produtos à base de canabidiol e convidou Lulinha a acompanhá-lo, sem compromisso formal.

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