Lula volta a criticar taxa de juros: ‘Vamos cuidar para que baixe’

Presidente destacou queda da inflação e aumento da renda, afirmando que é preciso baixar a Selic para garantir crescimento e geração de empregos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a se posicionar contra o atual nível da taxa básica de juros do país. Nesta sexta-feira (3), durante entrevista à TV Liberal, o chefe do Executivo ressaltou avanços recentes na economia, como o aumento da renda do trabalhador e a inflação em trajetória de queda, e defendeu que a Selic precisa ser reduzida.

“É a maior massa salarial, a maior renda do trabalhador nesse país, a inflação está em 5%, com viés de cair cada vez mais. Temos um problema que é a taxa de juros, que está alta, e nós vamos ter que cuidar para que ela baixe um pouco mais“, afirmou Lula.

Decisão do Banco Central

Em 17 de setembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a Selic em 15% ao ano. Foi a segunda reunião consecutiva em que o colegiado optou por não alterar a taxa, argumentando necessidade de cautela diante do cenário econômico.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 4 e 5 de novembro, e analistas do mercado financeiro acreditam que a Selic deve permanecer no mesmo patamar.

Defesa de juros mais baixos

Para Lula, a queda dos juros é fundamental para acelerar o crescimento do país. O presidente afirmou que, com inflação controlada, há condições para reduzir a taxa básica e estimular investimentos, consumo e geração de empregos.

“A gente precisa ter consciência de que inflação baixa e juro baixo significa crescimento, geração de emprego e melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro, e disso eu não abro mão”, destacou.

Pressão sobre o Banco Central

Desde o início de seu governo, Lula tem insistido que a Selic elevada prejudica o desempenho da economia e o acesso ao crédito. As declarações desta sexta reforçam a pressão política sobre o Banco Central, que possui autonomia para definir a política monetária, mas segue sendo alvo de críticas do Planalto.

A manutenção da taxa em 15% ao ano deixa em aberto o debate sobre a velocidade da recuperação econômica e evidencia o embate entre a visão do governo, que cobra estímulo ao crescimento, e a postura mais conservadora da autoridade monetária.

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