O Banco Master virou um dos principais alvos do discurso de Lula na campanha eleitoral nesta sexta-feira (18). Durante ato em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, o presidente associou a trajetória da instituição financeira ao governo de Jair Bolsonaro (PL) e citou as investigações envolvendo Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seu principal adversário na disputa presidencial deste ano.
Ao lado do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, Lula afirmou: “Quem legalizou o Banco Master foi o Bolsonaro. Quem fechou o Banco Master foi o Lula e o Haddad”.
Na sequência, o presidente fez novas acusações contra seus adversários. “Eles criaram um banqueiro ladrão que deu um golpe de R$ 60 bilhões. Esse banqueiro deles, no meu governo, virou prisioneiro”, declarou
O presidente também mencionou o senador Flávio Bolsonaro ao abordar o projeto cinematográfico “Dark Horse”, produção relacionada à biografia de Jair Bolsonaro e que envolveu negociações financeiras com Daniel Vorcaro.
Flávio é investigado no âmbito do caso e nega irregularidades. Ele é acusado ter negociado com Daniel Vorcaro R$ 134 milhões para bancar filme sobre seu pai. A investigação busca esclarecer as relações financeiras envolvendo o senador, Vorcaro e o financiamento do projeto.
Documentos que tiveram o sigilo parcialmente retirado tornaram públicas informações sobre a investigação envolvendo Flávio Bolsonaro.
A abertura do inquérito foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, a partir de pedido da Polícia Federal e com manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República.
Lula também cita caso do INSS
Durante o discurso, Lula aproveitou para responder a acusações relacionadas ao escândalo envolvendo fraudes contra beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O presidente citou Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e afirmou que seu filho havia sido relacionado ao empresário. Em seguida, mencionou Flávio Bolsonaro.
“Eles diziam que meu filho era sócio do Careca [do INSS, Antônio Carlos Camilo Antunes], e quem tinha escritório com o Careca era o Flávio Bolsonaro”, declarou.
Antunes é um dos investigados na Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que apura descontos indevidos e um esquema de fraudes envolvendo aposentados e pensionistas do INSS.
Alckmin e Tebet atacam adversários
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também levou o caso Master para seu discurso durante o ato. Ele criticou Flávio Bolsonaro e mencionou as relações investigadas entre o senador e Daniel Vorcaro.
“Flávio Bolsonaro falou que não conhecia Vorcaro. Mentira! Falou que nunca o encontrou. Mentira! Falou que nunca pediu dinheiro pra ele. Foram R$ 130 milhões”, afirmou.
A senadora Simone Tebet (MDB), que participa da campanha, também criticou os adversários de Lula. Ela afirmou que “os do lado de lá” estão “atolados até o pescoço” no que classificou como “o maior escândalo de corrupção da história do país”.
Caso Master
O caso envolvendo o Banco Master estourou em novembro de 2025, quando o Banco Central liquidou a instituição e a Polícia Federal prendeu seu dono. Além de ser talvez a maior fraude bancária do país, com venda de carteiras de crédito sem lastro e a emissão de títulos que o banco não tinha como honrar, o caso se tornou um escândalo que atinge a classe política e o judiciário.
Com a prisão de Daniel Vorcaro em novembro de 2025 e a a preensão de seu celular, pela Polícia Federal, foram encontradas no aparelho conversas e registros que envolvem políticos e membros do Judiciário, entre eles os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Nunes Marques do STF, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).







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