Favorito às eleições presidenciais do ano que vem, o ex-presidente Lula baixou uma determinação politica geral ao partido em todo o país: tratar como prioridade absoluta o esforço para formar uma bancada numerosa e qualificada na Câmara dos Deputados.
Lula não quer se tornar refém de um Congresso conservador e dominado por forças politicas de centro-direita ou de direita. Se isto acontecer, ele corre o risco de não obter uma correlação de forças que lhe permita restabelecer direitos e questionar decisões danosas tomadas no parlamento desde o golpe de 2016. Poderia ter dificuldade para executar seu programa de governo.
A coluna de Bela Megale, do Globo, confirma a obstinação de Lula.
O ex-presidente tem insistido com parlamentares do PT que uma das prioridades do partido em 2022 deve ser a de aumentar, e muito, a bancada no Congresso Nacional.
Segundo caciques petistas, Lula diz que a meta na Câmara é eleger 90 deputados. Hoje o PT tem a segunda maior bancada da Casa, com 53 parlamentares.
O argumento do líder petista é que, se for eleito para o Palácio do Planalto, não pode ser “refém do sistema semipresidencialista que domina o governo Bolsonaro”.
O ex-presidente mostra preocupação com as condições do Brasil que, eventualmente, poderia herdar e aponta que a eleição de uma base ampla no Congresso é essencial para o sucesso do mandato.






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