Lula e Dilma determinam ao PT que prioridade maior do partido deve ser obter maioria no Congresso

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou ontem (31) que Jair Bolsonaro (PL) é o governante “mais subserviente” ao Congresso na história do país. “É um presidente que disse que a política velha não ia mandar e que subordinou o seu mandato ao Congresso Nacional”, disse Lula. – Porque nunca, desde a proclamação…

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou ontem (31) que Jair Bolsonaro (PL) é o governante “mais subserviente” ao Congresso na história do país.

“É um presidente que disse que a política velha não ia mandar e que subordinou o seu mandato ao Congresso Nacional”, disse Lula.

– Porque nunca, desde a proclamação da República, a gente sabe de algum momento da história em que um presidente esteve tão subserviente, tão submisso ao Congresso Nacional, não ao Congresso como o todo, mas com os partidos que lhe sustentam – continuou o ex-presidente.

A declaração foi dada durante o seminário “Resistência, Travessia e Esperança”, promovido pelo PT, do qual o petista participou por videoconferência. Deputados e senadores petistas participaram do evento.

Lula fez a crítica ao dizer que o Executivo deixou de executar o Orçamento e afirmar que o relator da peça hoje manda mais na economia do que o próprio ministro da pasta.

– Até a relação entre prefeitos e governadores está praticamente deixando de existir porque, quando os prefeitos precisam de alguma coisa, vão direto nos deputados e vice-versa, sem passar pelas instâncias normais – afirmou o ex-presidente.

O petista voltou a dizer que o partido precisa atuar para eleger uma bancada grande de deputados e senadores e que esta deve ser uma prioridade da sigla.

A necessidade de o partido eleger mais parlamentares foi endossada pela ex-presidente Dilma Rousseff. Ela teve destaque no seminário com uma fala de mais de 20 minutos. Por videoconferência, Dilma defendeu programas do governo petista, como o Mais Médicos e a distribuição de medicamentos, e criticou o governo de Bolsonaro, em especial a política de reajuste de preços de combustíveis, a qual chamou de imoral.

– A gasolina agora, a última notícia mostra que em alguns locais do Brasil já tem gasolina a precisamente R$ 8. Quando nós deixamos o governo, a média estava a R$ 2,80. No ponto, chegou a R$ 3. Então, nós tínhamos uma situação de estabilidade no preço da gasolina, pelo qual o meu governo, do PT, foi acusado de ter manipulado preços – afirmou.

A ex-presidente defendeu que o PT faça uma ofensiva para conseguir pelo menos maioria simples no Congresso, com o objetivo de ter uma posição mais autônoma no Parlamento.

– O Brasil hoje tem uma espécie, não é parlamentarismo, porque em nenhum país parlamentarista um deputado individual decide onde alocar os investimentos e o custeio. Nós precisamos transformar essa onda que é a eleição do presidente numa onda que se repita também não somente institucionalmente, mas também de forma organizacional.

Para a ex-presidente, o maior esforço do PT, portanto, tem que ser no sentido de sair da eleição com a capacidade de governar. “Daí a importância que atribuo à federação”, disse Dilma.

Deputados que estavam presentes ao seminário também reforçaram a necessidade de o partido eleger mais parlamentares da mesma forma, como a criticaram o Orçamento.

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