O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (4) que disse ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o Brasil não aceita interferência estrangeira nas eleições de outubro. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Progresso, de Juazeiro do Norte (CE).
Questionado sobre a possibilidade de os Estados Unidos interferirem no processo eleitoral brasileiro, Lula afirmou que uma eventual tentativa não teria sucesso. “Se tiver, vai perder. Eu disse para o Trump isso. Seguinte, nós não aceitamos ingerência de ninguém nas eleições. E se entrar, vai perder. Se tiver, vai perder”, declarou.
Trump perguntou sobre eleições de outubro
O tema das eleições brasileiras foi abordado durante uma conversa telefônica entre Lula e Trump realizada em agosto. Segundo fontes da diplomacia brasileira, o presidente norte-americano perguntou sobre o processo eleitoral de outubro.
Lula teria respondido que as eleições transcorrem de maneira regular e confiável. De acordo com interlocutores do governo brasileiro, a pergunta de Trump foi feita de maneira casual e não representou uma cobrança de explicações. O presidente dos Estados Unidos também não teria levantado questionamentos sobre as urnas eletrônicas ou feito especulações sobre o sistema eleitoral brasileiro.
Lula minimiza impacto de tarifas dos EUA
Na entrevista, Lula também afirmou manter uma boa relação com Trump, apesar das divergências comerciais entre os dois países. O presidente brasileiro voltou a classificar como infundadas as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos para a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros.
Segundo Lula, a taxação afetou o comércio bilateral, mas abriu espaço para o Brasil ampliar relações comerciais com outros países. “Essa taxação do Trump fez com que a relação comercial caísse, mas crescemos em 17 países. Todos os países que visitei cresceu mais de 10%”, afirmou.
O presidente disse ainda que o Brasil deve buscar novos mercados caso os Estados Unidos reduzam as compras de produtos brasileiros. “Se EUA não quiser comprar da gente, vou ficar chorando, resmungando? Não, vou procurar quem quer comprar”, declarou.
Lula comparou a estratégia à época em que era criança e precisava procurar compradores para aquilo que tinha para vender. Ao final, reforçou que considera positiva sua relação pessoal com Trump: “Nós precisamos ser muito respeitado, minha relação com Trump é boa”.







Deixe um comentário