Lula critica Flávio e destaca ações do governo; Bolsonaro aposta em emoção na despedida da TV

No último programa eleitoral antes do primeiro turno, petista fez críticas ao adversário e defendeu realizações de seu governo, enquanto candidato do PL agradeceu aos eleitores e pediu um “voto de confiança”

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Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) escolheram estratégias diferentes para suas últimas aparições no horário eleitoral gratuito antes do primeiro turno, marcado para domingo (4). Enquanto o presidente direcionou parte de seu programa a críticas ao adversário e apresentou ações e propostas de sua campanha, Flávio adotou um discurso emocional, de agradecimento aos eleitores e de defesa da mudança.

As propagandas foram exibidas nesta quinta-feira (1º), último dia do horário eleitoral no rádio e na televisão. Na reta final da disputa, os dois candidatos usaram seus espaços para fazer um apelo direto aos eleitores, mas construíram mensagens distintas para encerrar a campanha na TV.

Lula mistura ataques e balanço do governo

O programa de Lula começou com uma sequência de críticas e acusações contra Flávio Bolsonaro, incluindo referências a Daniel Vorcaro, milicianos e episódios envolvendo a vida pessoal do candidato. 

Na sequência, Lula mudou o tom e recuperou episódios de sua trajetória pessoal e política. “Brasileiro não aprende a perder, aprende a não desistir. Nunca”, afirmou. O presidente disse que suas derrotas e perdas pessoais ajudaram a construir sua trajetória e vinculou sua candidatura à ideia de continuidade.

O petista também apresentou um balanço positivo de seu governo, atribuindo à administração medidas como redução do desemprego e recuperação de políticas nas áreas de saúde e educação. Entre as bandeiras para um próximo mandato, destacou o fim da escala 6×1 sem redução salarial e medidas relacionadas às apostas on-line.

“Você quer que a vida melhore. Eu também. Só que mudança tem direção. E a minha é pra frente”, declarou Lula. Na segurança pública, prometeu ampliar o enfrentamento ao crime organizado e “retomar os territórios das facções”. O presidente encerrou pedindo apoio nas urnas: “Seu voto não é sobre mim ou sobre um partido político. Votar treze é votar em você”.

Flávio Bolsonaro aposta em agradecimento

Flávio Bolsonaro seguiu por outro caminho. Sem citar Lula nominalmente em sua despedida do horário eleitoral, concentrou o programa nos encontros que teve com eleitores durante a campanha e procurou transformar essas experiências em uma mensagem de gratidão e esperança.

“Eu nunca recebi tanto amor por toda a minha vida”, afirmou o candidato do PL. Flávio disse ter conhecido de perto as dificuldades enfrentadas pelas famílias, mencionando visitas a mercados e conversas com mães, pais, trabalhadores, jovens e idosos durante suas viagens pelo país.

Ao falar sobre a situação econômica, afirmou ter percebido a dificuldade das pessoas para “encher o carrinho” e disse ter encontrado, ao mesmo tempo, desejo de mudança. “Nosso povo não desiste nunca e sabe que o Brasil não é isso que tá aí”, declarou.

Sem mencionar diretamente o presidente, Flávio fez críticas ao que chamou de “sistema” e apresentou a eleição como uma escolha sobre os rumos do país. “A escolha é clara, ou o Brasil vence, ou eles derrotam o Brasil”, disse.

Pedidos de voto fecham a propaganda

Os dois candidatos reservaram os momentos finais para pedidos diretos de apoio. Flávio afirmou que sua experiência durante a campanha o fez compreender o que considera sua “missão de vida” e encerrou: “Eu peço o seu voto de confiança. Eu vou cuidar do Brasil. Eu vou cuidar do povo brasileiro. Eu vou cuidar de você”.

Lula, por sua vez, pediu que os eleitores fossem às urnas “de peito aberto” e associou sua candidatura à continuidade de políticas de seu governo.

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