O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, convocou seus apoiadores nesta quarta-feira (7) a ocuparem as ruas e intensificarem a campanha para o segundo turno da eleição presidencial. Em um vídeo gravado em formato de selfie e publicado nas redes sociais, o petista afirmou que a mobilização será necessária para impedir o que classificou como retorno do “retrocesso” ao país.
“Bora, gente, pra rua, vamos conversar com as pessoas, você que gosta do Brasil, que gosta da educação, da democracia, que quer ter emprego de qualidade, continuar estudando e ver o Brasil crescer, que precisa melhorar de vida, bora pra rua”, afirmou Lula.
O presidente completou o apelo com uma referência direta à disputa eleitoral: “Vamos ganhar estas eleições para não permitir que o retrocesso volte para esse país, vamos lá gente, tá na hora”.
Campanha busca ampliar mobilização
A convocação ocorre no momento em que a campanha de Lula reorganiza sua estratégia para o segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). Nesta quarta-feira, o presidente tem reunião prevista em Brasília com jovens parlamentares eleitos para discutir ações da campanha nesta nova etapa da corrida presidencial.
A estratégia do PT inclui reforçar a presença nas ruas e ampliar a atuação nas redes sociais. O objetivo da campanha é aumentar a mobilização dos apoiadores e intensificar a comunicação direta com os eleitores até a votação do segundo turno, marcada para 25 de outubro.
Além do discurso em defesa da democracia, Lula passou a explorar com maior intensidade temas sociais e trabalhistas no confronto eleitoral.
Escala 6×1 entra no centro da disputa
Um dos principais temas escolhidos pelo presidente é o fim da escala de trabalho 6×1. Na terça-feira (6), Lula voltou a defender a proposta e criticou a posição de Flávio Bolsonaro sobre a mudança.
“Flávio Bolsonaro é contra. Para ele, quem trabalhar menos tem que ganhar menos. Queria ver ele explicar para uma mãe de família qual conta ela deixa de pagar para poder descansar. A comida? A luz? O aluguel? Quem vive de salário sabe que isso não é escolha”, declarou Lula.
A proposta em análise no Senado reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, e prevê dois dias de descanso por semana. O texto já passou pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou que cumprirá as cinco sessões de discussão exigidas antes da votação em primeiro turno. Se o calendário for mantido, a primeira votação da PEC poderá ocorrer na próxima semana, possivelmente em 15 de outubro. Para ser aprovada, a proposta precisará de pelo menos 49 votos dos 81 senadores em dois turnos.
Lula afirmou estar confiante na votação e também pretende transformar o posicionamento dos partidos sobre a escala 6×1 em um dos pontos de contraste da campanha presidencial.







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