Com o anúncio da aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, feito nesta quinta-feira (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganhará a oportunidade de realizar sua 11ª indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) ao longo de seus três mandatos. Embora o número seja expressivo, o recorde de nomeações ainda pertence a Getúlio Vargas, responsável por indicar 21 ministros durante seus governos.
As indicações de Lula à Suprema Corte
A escolha mais recente de Lula para o STF foi a do ministro Flávio Dino, que assumiu a vaga deixada por Rosa Weber em fevereiro de 2024. Antes dele, o presidente havia nomeado Cristiano Zanin, seu ex-advogado, em 2023. Nos mandatos anteriores, Lula indicou Cezar Peluso, Menezes Direito, Ayres Britto, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Joaquim Barbosa e Dias Toffoli.
Comparações com outros presidentes
Durante seu governo, o ex-presidente Jair Bolsonaro fez duas indicações ao STF: André Mendonça e Nunes Marques. Michel Temer nomeou Alexandre de Moraes; Dilma Rousseff, cinco ministros — Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki; Fernando Henrique Cardoso indicou Ellen Gracie, Gilmar Mendes e Nelson Jobim. Já Itamar Franco, Fernando Collor e José Sarney também tiveram a oportunidade de escolher integrantes para a Corte, com uma, quatro e cinco indicações, respectivamente.
Composição atual do STF
A Suprema Corte é formada por 11 ministros. Atualmente, o colegiado conta com Edson Fachin, presidente da Corte; Alexandre de Moraes, vice-presidente; Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Nunes Marques, André Mendonça, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Com a aposentadoria de Barroso, uma nova vaga será aberta, cabendo a Lula definir quem ocupará o posto mais alto do Judiciário brasileiro.






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