O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado, na Espanha, que o extremismo segue ativo no Brasil e deve voltar a disputar eleições. A declaração foi feita durante a 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre, em Barcelona.
Em tom de campanha, Lula citou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e a prisão de militares ao abordar a tentativa de golpe no país.
Discurso com tom eleitoral
“No meu Brasil nós acabamos de derrotar o extremismo, temos um ex-presidente preso condenado a 27 anos de cadeia, temos quatro generais quatro estrela presos porque tentaram dar o golpe, mas o extremismo não acabou, ele continua vivo e vai disputar eleição outra vez, mas esse é um problema nosso, do povo brasileiro, esse a gente lida com as nossas forças e as nossas armas”, disse Lula.
Sem citar nominalmente Bolsonaro, o presidente direcionou críticas ao líder dos Estados Unidos, Donald Trump, especialmente sobre sua postura em conflitos internacionais.
Críticas a guerras e impacto econômico
“Não podemos levantar todo dia de manhã e dormir todo dia a noite com um Twitter de um presidente da república ameaçando o mundo, fazendo guerra. Todos eles tomam decisão sem consultar a ONU, da qual eles são membros e fazem parte do conselho”.
Lula também destacou os efeitos econômicos dos conflitos, citando aumento de preços em diversos países, incluindo o Brasil.
“A ONU não pode ficar silenciosa e ver o que está acontecendo no mundo. O Trump invade o Irã e aumenta o feijão no Brasil, aumenta o milho no México, aumenta a gasolina em outro país. É o pobre que vai pagar a irresponsabilidade de guerras que ninguém quer. O mundo não está precisando de guerras”.
Defesa da regulação das redes
O presidente ainda defendeu a criação de regras globais para plataformas digitais e sugeriu papel mais ativo da ONU nesse processo.
“A ONU é um instrumento valioso, se ela funcionar, e precisa funcionar para garantir que as plataformas sejam reguladas no mundo inteiro. Não pode um presidente da república interferir na eleição de outro, pedir voto para outro, cadê a soberania eleitoral? Cadê a soberania territorial?”.






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