A presença de Lula deu um tom diferente à cerimônia de abertura da 27ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que ocorreu no Distrito Anhembi na noite desta quinta-feira, 5. A participação do presidente da República foi confirmada somente no dia anterior e movimentou toda a organização do evento, que celebra o início da maior feira de livros da América Latina – a Bienal ocorre entre os dias 6 e 15 de novembro no mesmo Anhembi, com expectativa de receber mais de 660 mil pessoas.
Quando subiu ao palanque para discursar, Lula começou pedindo desculpas pelo atraso de mais de uma hora. “Desculpa é uma palavra simples, mas que nem todo mundo tem coragem de usar”, disse. Depois, citou Ziraldo, morto em abril de 2024 – o escritor mineiro batiza um dos espaços culturais da Bienal. Lula fez um discurso de cerca de 18 minutos, mencionando políticas públicas de incentivo à leitura e ressaltando a importância de eventos como a feira para a literatura do País.
Antes da cerimônia, Lula cortou a faixa de abertura da Bienal e, acompanhado de uma comitiva que incluía a primeira-dama, Janja, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, o ministro das Cidades, Jader Filho, e o ministro da Educação, Camilo Santana, circulou pelo pavilhão e visitou alguns dos estantes da feira, incluindo o do convidado de honra, a Colômbia. São, ao todo, 227 expositores em 75 mil metros quadrados.
Durante o discurso, o presidente também disse que é “especial” esta edição homenagear a Colômbia, onde ele esteve em abril para a Feira do Livro de Bogotá, na qual o próprio Brasil foi convidado de honra. O presidente lembrou que, durante os dias em que passou preso em Curitiba, se tornou “um leitor voraz”, e até citou os títulos que leu na prisão – Um Defeito de Cor, de Ana Maria Golçalves, e Amor nos Tempos de Cólera, de Gabriel García Márquez, maior nome da literatura colombiana.
Políticas públicas de incentivo ao livro foram tema
Durante o evento, o presidente Lula assinou um documento que regulamenta a Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE). Em termos práticos, a lei de número 13.696/2018, apelidada de Lei Castilho, estabelece que um Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) deve ser elaborado a cada dez anos.
Idealizado em 2011, o PNLL é uma forma de fortalecer a atuação do Ministério da Educação e do Ministério da Cultura para o incentivo da leitura no Brasil. Ele prevê que os ministérios, em trabalho conjunto, definam uma série de ações voltadas à valorização e à democratização do acesso ao livro e da leitura, a serem exercidas pelo Estado e pela sociedade.
Com informações dojornal Estado de São Paulo, Estadão





