A Liga RJ anunciou o retorno de três agremiações à Série Ouro do carnaval carioca: Unidos do Jacarezinho, São Clemente e Inocentes de Belford Roxo. A decisão foi divulgada no mesmo dia em que a Liesa confirmou a ampliação gradual do Grupo Especial para 15 escolas até 2030.
Segundo a entidade, a recomposição da Série Ouro segue orientação do prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, que defendeu publicamente a inclusão de mais três escolas no grupo. A Liga RJ informou que acatou integralmente a diretriz, em alinhamento com o poder público e as próprias agremiações.
A medida também foi comunicada oficialmente à Riotur, responsável pela organização operacional do carnaval na cidade.
Decisão inclui permanência do Jacarezinho após prejuízos estruturais
Dentro do novo cenário, ficou definida a permanência da Unidos do Jacarezinho na Série Ouro. A escola foi impactada por dois incêndios ao longo do ciclo carnavalesco de 2026 — um no barracão e outro na quadra —, o que comprometeu diretamente sua preparação para os desfiles.
De acordo com a Liga RJ, a decisão foi unânime e interpretada como um gesto de solidariedade à comunidade da escola. A entidade destacou o respeito à trajetória da agremiação e às dificuldades enfrentadas durante o período.
Além da permanência, a reorganização também abriu espaço para novas composições no grupo.
Convites oficializam retorno de escolas tradicionais à Série Ouro
Foram aprovados convites para a entrada da Inocentes de Belford Roxo, uma das fundadoras da Liga RJ, e da São Clemente, tradicional escola que também participou da fundação da antiga Lierj. Ambas já tiveram presença recente na Série Ouro.
A Inocentes havia sido rebaixada para a Série Prata no carnaval de 2026, enquanto a São Clemente caiu da Série Ouro em 2025. Agora, as duas voltam a integrar o grupo principal de acesso ao Grupo Especial.
A formalização das inclusões já foi encaminhada à Riotur, consolidando a nova composição da Série Ouro.
Liga cobra melhorias estruturais e reforça compromisso com o espetáculo
A Liga RJ também voltou a cobrar avanços por parte da Riotur na solução de demandas históricas das escolas, principalmente no que diz respeito ao uso de espaços públicos e à infraestrutura do Sambódromo.
Segundo a entidade, essas questões são consideradas essenciais para garantir a qualidade e a viabilidade dos desfiles. A cobrança reforça um debate recorrente entre organizadores e o poder público sobre as condições de realização do carnaval.
Em publicação nas redes sociais, a Liga destacou que as decisões refletem a vontade coletiva das escolas e reafirmou o compromisso com a organização do evento e a busca por um espetáculo cada vez mais competitivo e estruturado






Deixe um comentário