Justiça revoga prisão de Oruam e impõe novas medidas cautelares

Trapper terá que cumprir série de medidas cautelares, como ficar longe do Complexo do Alemão

A Justiça do Rio revogou a prisão preventiva do trapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam. A decisão da juíza Tula Mello, da 3ª Vara Criminal, determinou que o artista responda ao processo em liberdade, mas com uma série de medidas cautelares.

Oruam era considerado foragido desde fevereiro por descumprir determinações judiciais relacionadas ao uso da tornozeleira eletrônica, e terá de cumprir regras como comparecimento mensal em juízo, recolhimento domiciliar noturno e restrição de circulação.

Entre as medidas impostas estão a proibição de frequentar o Complexo do Alemão e outras áreas consideradas de risco em operações policiais, além da obrigação de manter endereço e contatos atualizados e não se ausentar da comarca por mais de sete dias sem autorização judicial.

Denúncia do MP

O rapper havia sido denunciado pelo Ministério Público por crimes como tentativa de homicídio, lesão corporal, resistência com violência, desacato, ameaça e dano ao patrimônio público, após uma ocorrência envolvendo policiais civis no Joá, na Zona Sudoeste do Rio. Segundo a defesa, ele agora responderá apenas por lesão corporal leve e dano ao patrimônio público.

O caso teve origem em julho de 2025, quando agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) foram até a antiga residência do cantor para cumprir um mandado de busca e apreensão contra um adolescente que descumpria medida socioeducativa. Durante a ação, houve confronto e o veículo dos policiais foi apedrejado.

Após o episódio, Oruam se entregou à polícia e permaneceu preso por cerca de 50 dias. Posteriormente, a prisão foi substituída por medidas cautelares, incluindo o monitoramento eletrônico. No entanto, após a violação do equipamento, a Justiça decretou novamente sua prisão.

Além da revogação da prisão do Trapper, a magistrada absolveu sumariamente outros três acusados no processo: Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais e Victor Hugo Vieira dos Santos. Com a decisão, eles também deixam de usar tornozeleira eletrônica.

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