Justiça do Rio mantém turista chileno preso por gestos racistas imitando macaco no Engenhão

Prisão em flagrante viroi preventiva diante da “elevada audácia e destemor” do turista, diz juiz

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A Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter a prisão preventiva de um turista chileno flagrado imitando macaco e fazendo gestos racistas no estádio do Engenhão, na Zona Norte da cidade. A informação é do portal G1, que acompanhou o desdobramento do caso ocorrido logo após a vitória do Botafogo contra o Universidad de Chile pela fase de grupos da Copa Libertadores.

O juiz Pedro Ivo Martins Caruso D’ippolito foi o responsável pela decisão de converter a prisão em flagrante em preventiva, com o objetivo de garantir a segurança do processo penal. Na decisão, o magistrado ressaltou a “elevada audácia e destemor” demonstrados pelo chileno, identificado como Gianny, que responde por crime de preconceito de raça, cor, religião ou procedência nacional.

Além dos gestos racistas, o juiz destacou que o acusado tentou ferir-se durante a prisão para alegar agressão policial e, com isso, tentar relaxar o flagrante, o que reforçou a necessidade de manter a prisão preventiva.

A prisão foi realizada após agentes da subprefeitura da Zona Norte gravarem o turista fazendo a imitação de macaco e gestos obscenos no local. Segundo a Polícia Civil, o caso foi registrado na 24ª Delegacia de Polícia (Piedade) e será encaminhado para análise judicial. Gianny permanece detido.

Em nota, a Subprefeitura da Zona Norte repudiou veementemente o ato de racismo e reforçou que esse tipo de comportamento desrespeitoso “não será tolerado em nossa comunidade”. O órgão também explicou que a identificação do torcedor ocorreu no momento do ocorrido, permitindo a rápida ação da Polícia Militar e a detenção do suspeito.

O episódio ocorre em meio à crescente atenção das autoridades para a intolerância racial no ambiente esportivo, que tem sido combatida com rigor. A atitude do turista chileno reforça a necessidade de medidas firmes contra atos discriminatórios que atentam contra a dignidade humana.

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