Justiça decreta prisão preventiva de delegada suspeita de ligação com PCC

Decisão aponta risco de fuga, reiteração criminosa e possível lavagem de dinheiro em São Paulo

A Justiça decidiu manter a prisão preventiva da delegada da Polícia Civil de São Paulo, Layla Lima Ayub e de seu namorado, Jardel Neto Pereira da Cruz, o ‘Dedel’,  com base em elementos que indicam risco à instrução do processo e à aplicação da lei penal. Segundo o juiz responsável pelo caso, a medida é necessária para garantir que testemunhas possam depor sem sofrer qualquer tipo de coação ou दब pressão, preservando a produção de provas durante a fase judicial.

Na decisão, o magistrado destacou que há preocupação com uma possível fuga do casal, especialmente diante da gravidade das acusações e da ausência de vínculos concretos com o local onde o processo tramita. Esse cenário, segundo ele, poderia comprometer o andamento da ação penal e dificultar tanto a citação dos investigados quanto o eventual cumprimento de pena.

O juiz também ressaltou que a prisão preventiva busca assegurar a ordem pública, diante de indícios de continuidade nas atividades criminosas atribuídas aos investigados.

Risco de fuga e impacto no processo

De acordo com o entendimento judicial, a possibilidade de evasão não pode ser ignorada, sobretudo considerando a pena prevista para os crimes investigados. Caso ocorra, haveria prejuízo direto à tramitação do processo, com atrasos e dificuldades na efetivação das etapas legais.

O magistrado enfatizou que a medida cautelar é fundamental para evitar entraves ao andamento da ação e garantir a efetividade da Justiça. Nesse contexto, a prisão preventiva foi considerada proporcional e necessária.

Além disso, a decisão reforça que a preservação da instrução criminal depende da integridade das provas e da liberdade das testemunhas para relatar os fatos sem interferências externas.

Indícios de atuação reiterada em crimes

Outro ponto destacado na decisão é que a eventual condição de réus primários não impede a decretação da prisão preventiva. Conforme os autos, há indícios de que os investigados utilizariam práticas ilícitas como meio de vida, atuando de forma reiterada.

As investigações também apontam que, ao longo de 2025, a delegada teria realizado diversas visitas a integrantes de uma facção criminosa no estado do Pará, incluindo lideranças do grupo.

Por fim, há suspeitas de que o casal esteja envolvido em um esquema de lavagem de dinheiro, que teria sido realizado por meio de uma padaria localizada na zona leste da capital paulista.

O Ministério Público se manifestou favoravelmente à prisão preventiva, apontando a existência de indícios tanto da materialidade quanto da autoria dos crimes investigados.

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