O Tribunal do Júri de Planaltina condenou cinco réus pelo assassinato de dez integrantes de uma mesma família em um caso que ficou conhecido como a maior chacina da história do Distrito Federal. A decisão foi proferida na noite de sábado (18). As informações são da Agência Brasil.
De acordo com o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), os crimes ocorreram entre o fim de dezembro de 2022 e meados de janeiro de 2023 e foram motivados pela disputa por uma chácara no Paranoá, avaliada em cerca de R$ 2 milhões. Segundo as investigações, os acusados acreditavam que, eliminando as vítimas, poderiam assumir a propriedade e revendê-la.
Julgamento e condenações
O julgamento durou seis dias e contou com o depoimento de 18 testemunhas. O conselho de sentença, formado por sete jurados, reconheceu a responsabilidade dos réus por uma série de crimes, incluindo homicídio qualificado, extorsão mediante sequestro com resultado morte, ocultação e destruição de cadáveres, roubo, cárcere privado, fraude processual, associação criminosa e corrupção de menores.
As penas aplicadas somam mais de 1.200 anos de prisão. Gideon Batista de Menezes recebeu a maior condenação, com 397 anos, oito meses e quatro dias de reclusão, além de pena adicional de detenção. Em seguida, Carlomam dos Santos Nogueira foi sentenciado a 351 anos, um mês e quatro dias; Horácio Carlos Ferreira Barbosa a 300 anos, seis meses e dois dias; e Fabrício Silva Canhedo a 202 anos, seis meses e 28 dias.
Carlos Henrique Alves da Silva teve pena bem menor, de dois anos de reclusão por cárcere privado, e cumprirá a sentença em regime semiaberto.
Vítimas da chacina
Entre as vítimas estão a cabeleireira Elizamar Silva, de 39 anos, seu marido Thiago Gabriel Belchior, de 30, e os três filhos do casal — duas crianças de seis anos e um menino de sete. Também foram assassinados os pais de Thiago, sua irmã e outros parentes próximos, totalizando dez mortos.
O caso chocou o país pela brutalidade e pelo extermínio de praticamente toda a família.
Manifestação da Justiça
Ao final do julgamento, o juiz Taciano Vogado Rodrigues Junior, responsável por conduzir o processo, dirigiu-se aos familiares das vítimas. Segundo o TJDFT, ele afirmou que “a Justiça entregou, nos limites constitucionais do processo penal, a resposta que lhe cabia, sem ignorar a dimensão irreparável da dor vivida pelas famílias.”
Apesar das condenações, os réus — que já estão presos — ainda podem recorrer da sentença.






Deixe um comentário