Jornal que inventou a “escolha difícil” em editorial de 2018, afirma hoje que o “escolhido” avacalha e desonra o Brasil

O Estado de S. Paulo ataca severamente o presidente Jair Bolsonaro, o mesmo indivíduo que, quando candidato, foi tratado pelo jornal como comparável ao seu principal adversário, o professor universitário e intelectual Fernando Haddad. Diz o editorial de hoje: “Não há palavras para qualificar a gravidade do que o presidente Jair Bolsonaro fez na segunda-feira…

O Estado de S. Paulo ataca severamente o presidente Jair Bolsonaro, o mesmo indivíduo que, quando candidato, foi tratado pelo jornal como comparável ao seu principal adversário, o professor universitário e intelectual Fernando Haddad.

Diz o editorial de hoje:

“Não há palavras para qualificar a gravidade do que o presidente Jair Bolsonaro fez na segunda-feira passada, na reunião com embaixadores estrangeiros. Ele disse ao mundo que o Brasil não é uma democracia confiável. É um ato absolutamente inédito e insólito, que ofende as instituições nacionais, humilha o País perante a comunidade internacional e envergonha toda a população. O presidente da República – chefe de Estado e chefe de governo – pediu que as nações estrangeiras não acreditem no País e em suas instituições”, aponta o jornal Estado de S. Paulo, em editorial sobre os diversos crimes cometidos por Jair Bolsonaro na reunião em que convocou embaixadores estrangeiros para atacar sem provas o sistema eleitoral.

“Com a reunião de segunda-feira, Jair Bolsonaro ratificou que não tem nenhum limite. Se chegar à conclusão de que avacalhar o País perante toda a comunidade internacional pode render-lhe algum benefício – eleitoral, golpista ou o que quer que seja –, ele o faz sem pestanejar. Não há razão pública, ou consideração sobre a imagem do País, capaz de detê-lo. Não há nem sequer resquício de vergonha pessoal”, prossegue o texto, que também critica a conivência do presidente da Câmara dos Deputados com um criminoso. “Inexplicavelmente, tendo em vista o seu cargo e, compreensivelmente, tendo em vista seu histórico público, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), preferiu o silêncio depois da reunião do dia 18. É com essa conivência que Jair Bolsonaro se sente seguro para continuar cometendo impunemente crimes de responsabilidade contra o exercício dos direitos políticos”, aponta. 

 “Ao contrário do que disse Bolsonaro, o Brasil não é uma republiqueta”, finaliza.

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