Um caso de cárcere privado e violência extrema chocou a Baixada Fluminense nesta semana. Um homem foi preso nesta sexta-feira (24) após manter a companheira sob tortura por cerca de 10 dias em um imóvel em Nova Iguaçu, segundo informações da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
A prisão foi realizada por agentes da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), após a vítima conseguir escapar e denunciar o agressor.
Emboscada deu início à violência
De acordo com as investigações, a mulher foi atraída para o local no dia 16, após o suspeito alegar que precisava de ajuda para buscar atendimento em uma unidade de saúde. Ao chegar ao imóvel, ela passou a ser agredida.
Durante o período em que ficou em cárcere, a vítima sofreu uma sequência de ataques físicos. Segundo a polícia, o homem a agredia com chutes, socos, mordidas e outros atos de violência constantes.
As agressões só eram interrompidas momentaneamente quando o filho do casal, de apenas 2 anos, começava a chorar ao presenciar a cena.
Violência e humilhação
Além das agressões físicas, a vítima também foi submetida a episódios de humilhação. Em um dos momentos, o agressor cortou o cabelo da mulher com uma tesoura e disse que “queria ver quem iria se interessar por ela com a cara quebrada e careca”.
Segundo o relato, o homem ainda tentou forçar a vítima a enviar mensagens a um suposto colega de trabalho, a quem ele atribuía um relacionamento extraconjugal. Diante da recusa, as agressões foram intensificadas.
A polícia aponta que a violência foi contínua ao longo dos dias, configurando um cenário de tortura.
Prisão em flagrante
A vítima conseguiu pedir ajuda após o agressor deixar o imóvel. Com base nas informações repassadas, agentes da Deam iniciaram diligências e localizaram o suspeito no bairro Jardim Guandu.
Ele foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia.
Segundo a Polícia Civil, o homem responderá pelos crimes de cárcere privado, tortura, lesão corporal e dano.
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