Influenciadora viraliza ao ensinar como ser puxa-saco do chefe e conquistar promoção

Ex-profissional de RH, Luciana Azevedo compartilha estratégias do mundo corporativo e já soma milhares de alunos em curso online

A influenciadora Luciana Azevedo, de 34 anos, ganhou destaque nas redes sociais ao compartilhar conteúdos sobre bastidores do mundo corporativo. Criadora do perfil “RH Sincero”, ela acumula mais de 180 mil seguidores no Instagram e viralizou ao abordar um tema controverso: como ser um “puxa-saco” estratégico para conquistar reconhecimento profissional.

Com experiência de 15 anos na área de Recursos Humanos, Azevedo decidiu migrar para o ambiente digital em 2024, após relatar frustrações vividas durante sua trajetória como funcionária CLT. Segundo ela, a mudança veio após perceber que bons resultados técnicos nem sempre garantiam crescimento na carreira.

A influenciadora afirma que, ao adaptar seu comportamento no ambiente corporativo, passou a receber mais reconhecimento das lideranças e a lidar melhor com decisões internas das empresas.

Como surgiu o curso e por que viralizou

O curso sobre como ser um “puxa-saco com maestria” foi lançado há pouco mais de um ano e já atraiu mais de seis mil alunos. O treinamento online custa cerca de R$ 159 e é dividido em sete módulos, com foco em profissionais que se dedicam, mas não se sentem valorizados.

A proposta gerou repercussão nas redes sociais e em fóruns como o Reddit, onde usuários classificaram o conteúdo como um “choque de realidade” sobre o mercado de trabalho. Outros levantaram dúvidas sobre o retorno financeiro do investimento.

Uma usuária relatou interesse no curso após afirmar que cumpre prazos e não recebe reclamações, mas nunca foi recompensada com bônus ou aumento salarial.

A crítica à meritocracia nas empresas

De acordo com Azevedo, um dos principais pontos do método é questionar a ideia de que promoções acontecem exclusivamente por competência técnica. Para ela, entender o que a liderança espera e se adaptar a essas expectativas é essencial para crescer profissionalmente.

Entre as estratégias sugeridas está a participação em eventos corporativos, mesmo sem interesse pessoal. Segundo a influenciadora, esse tipo de interação é interpretado pelas empresas como sinal de engajamento e motivação.

Outro ponto destacado é a importância de ser “político” no ambiente de trabalho — ou seja, saber se posicionar de forma estratégica sem parecer exageradamente bajulador.

Diferença entre estratégia e bajulação excessiva

Azevedo faz distinção entre o comportamento estratégico e o que chama de “puxa-saco pavão”. Esse perfil, segundo ela, é marcado por exageros, como elogios constantes, presentes frequentes e necessidade de autopromoção.

Ela alerta que esse tipo de postura pode gerar rejeição e até prejudicar a imagem profissional, especialmente quando não há entrega de resultados concretos.

Por outro lado, o “puxa-saco estratégico” seria aquele que sabe agir nos momentos certos, mantendo equilíbrio entre desempenho e relacionamento com a liderança.

Adaptação e construção de personagem no trabalho

Para quem tem dificuldade em adotar esse tipo de comportamento, a influenciadora sugere mudanças graduais. Uma delas é evitar impor vontades pessoais dentro da empresa e entender melhor as dinâmicas organizacionais.

Outra dica é criar uma espécie de “personagem profissional”, comparando a atuação no trabalho com a de um artista no palco. A ideia é separar a identidade pessoal das exigências do ambiente corporativo.

Azevedo também destaca a importância de abrir mão do ego em determinadas situações, permitindo que líderes assumam protagonismo em projetos, especialmente quando possuem perfil centralizador.

Reconhecimento profissional além do ego

Segundo a criadora de conteúdo, muitos gestores utilizam o desempenho da equipe para reforçar sua própria imagem. Nesse contexto, insistir em reconhecimento individual pode ser interpretado como ameaça.

Para ela, o foco deve ser o crescimento financeiro e a progressão na carreira, mesmo que isso signifique abrir mão de créditos em determinados momentos.

A influenciadora conclui que adaptar-se ao “jogo corporativo” é fundamental para quem busca valorização profissional. Caso contrário, afirma, o risco é permanecer estagnado, independentemente da competência técnica.

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