O corpo do cantor e compositor Jards Macalé foi enterrado na tarde desta terça-feira (18), no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. O sepultamento reuniu familiares, amigos e admiradores que foram dar o último adeus ao artista, que morreu ontem (17), aos 82 anos, após uma parada cardíaca. Ele estava internado há 15 dias na Barra da Tijuca, tratando um enfisema pulmonar.
Considerado uma das figuras mais geniais e inquietas da música brasileira, Macalé foi sepultado sob forte comoção de quem acompanhou sua trajetória de transgressão e liberdade artística.
Mais cedo, o Agenda do Poder esteve no velório que reuniu colegas de palco, produtores culturais e fãs de Macalé no Palácio Gustavo Capanema, no Centro. O salão recebeu companheiros de todas as artes que foram prestar homenagens ao cantor. Entre os presentes estavam músicos como Zé Ricardo e Emanuelle Araújo, o cineasta Neville D’Almeida e artistas visuais como Carlos Vergara, César Oiticica e Xico Chaves.
O clima foi de reverência ao legado do músico, lembrado pelos amigos tanto pela obra que atravessou diferentes gerações quanto pelo bom humor e personalidade marcante em seus mais de 50 anos de carreira.
Trajetória de vanguarda
Além das gerações, as obras de Macalé também passearam por diferentes movimentos e linguagens: ele levou o samba à vanguarda, aproximou o erudito do popular e construiu uma estética própria que influenciou músicos, poetas e criadores de diversas gerações.
Parceiro de nomes como Gal Costa, Waly Salomão, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Capinan e Gilberto Gil, o artista eternizou no rol da música brasileira clássicos como “Vapor Barato”, “Movimento dos Barcos” e “Anjo Exterminado”.






Deixe um comentário