O julgamento da morte do menino Henry Borel ganhou novos momentos de tensão nesta sexta-feira (29). Horas após Monique Medeiros deixar o plenário alegando problemas de saúde, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, também deixou o Tribunal do Júri após relatar mal-estar.
Com a saída dos dois réus, nenhum deles acompanhou o depoimento de Leniel Borel, pai de Henry e uma das figuras centrais do caso que mobiliza o país desde 2021.
Segundo a defesa de Jairinho, o ex-parlamentar precisou receber medicação após passar mal durante a sessão. Os advogados afirmaram que ele deixou o plenário enquanto era ouvido o médico-legista Luiz Airton Saavedra, uma das testemunhas técnicas convocadas para o julgamento.
Monique deixou plenário mais cedo
Antes da saída de Jairinho, Monique Medeiros já havia sido autorizada pela juíza Elizabeth Machado Louro a deixar a sessão.
A ré relatou mal-estar durante a apresentação de fotografias da necropsia de Henry, exibidas durante o depoimento do perito criminal Luiz Carlos Leal Prestes. As imagens mostravam lesões encontradas no corpo da criança durante o exame cadavérico.
De acordo com informações confirmadas pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Monique pediu atendimento médico após se sentir mal. A magistrada autorizou sua saída por volta das 12h40, mas determinou que ela retorne ao julgamento neste sábado.
Peritos descartam acidente doméstico
O quinto dia do júri também foi marcado pelos depoimentos de especialistas que reforçaram a tese apresentada pelo Ministério Público.
Durante sua oitiva, o perito criminal Luiz Carlos Leal Prestes afirmou aos jurados que a hipótese de acidente doméstico está completamente descartada. Segundo ele, as lesões identificadas no corpo de Henry apontam para agressões em diferentes partes do corpo.
O especialista destacou que os ferimentos são compatíveis com impactos contundentes e sinais de espancamento, contrariando a versão de uma queda acidental.
Médico-legista reforça conclusão
Na sequência, o médico-legista Luiz Airton Saavedra confirmou as conclusões apresentadas pelo perito criminal.
Segundo o especialista, as lesões encontradas no corpo da criança não são compatíveis com acidentes domésticos. O médico também declarou que, de acordo com sua análise, Henry já teria deixado o apartamento sem sinais vitais.
Os depoimentos técnicos foram acompanhados com atenção pelos jurados e representam uma das etapas mais importantes do julgamento.
Emoção marca julgamento
Não foi a primeira vez que Monique demonstrou forte reação emocional durante o júri. Nos dias anteriores, ela já havia chorado durante a exibição de vídeos e imagens relacionados ao filho.
Na quarta-feira, a ré se emocionou ao assistir a imagens de Henry dançando. Já em outra sessão, cobriu o rosto durante a apresentação de fotografias da necropsia exibidas pela defesa de Jairinho.
O julgamento segue nos próximos dias com a expectativa de novos depoimentos e debates entre acusação e defesa. O caso continua sendo acompanhado de perto pela sociedade devido à grande repercussão nacional provocada pela morte de Henry Borel.





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