O novo cartão Jaé, que substitui o antigo Riocard nos transportes públicos do Rio de Janeiro, teve um início impressionante. Apenas no primeiro dia útil de funcionamento exclusivo, o sistema alcançou 81% dos embarques em toda a cidade, somando cerca de 2,3 milhões de utilizações. O dado representa um crescimento de 136% em relação à segunda-feira anterior, quando foram registrados 976 mil embarques.
O desempenho foi considerado um sucesso pela Prefeitura do Rio, que mantém o monitoramento em tempo real para avaliar possíveis ajustes no novo sistema de bilhetagem. O volume total de recargas realizadas no mês de estreia do Jaé já ultrapassa R$ 155 milhões.
O MetrôRio também aderiu à nova tecnologia: mais de 35 mil passageiros utilizaram o Jaé somente nesta segunda-feira. No fim de semana anterior, já sob uso exclusivo do novo cartão, foram contabilizados 2 milhões de embarques — o dobro do registrado no mesmo período da semana anterior. O uso do vale-transporte teve salto ainda maior, passando de 140 mil para 654 mil embarques, o que representa um aumento de 370%.
Facilidade de uso e isenções
A adesão em massa pode ser atribuída à facilidade de uso do Jaé, que permite pagamentos via QR Code, além do cartão físico. Idosos com 65 anos ou mais, que ainda não tenham solicitado o cartão, continuam podendo embarcar apenas com um documento de identidade com foto. Eles também estão isentos da taxa de entrega domiciliar do cartão, de R$ 7,95.
Para quem ainda não se cadastrou, há 18 postos de atendimento espalhados por toda a cidade, funcionando de segunda a sábado, das 7h às 19h. Os locais incluem terminais do BRT, centros culturais, sedes da prefeitura e unidades de atendimento especializadas, como o Super Posto no Planetário da Gávea e a Nave do Conhecimento em Padre Miguel.
Expectativa é de consolidação
Apesar de relatos pontuais de dificuldades nos embarques, a expectativa é de que o sistema Jaé se consolide como padrão na capital fluminense. A prefeitura reforça que seguirá acompanhando a operação para garantir que a população não seja prejudicada e que o novo modelo atenda à crescente demanda por eficiência e tecnologia no transporte público.
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