Itaguaí terá eleição para prefeito no domingo; veja os quatro candidatos

Mais de 100 mil eleitores vão escolher o novo prefeito de Itaguaí no domingo (25), após decisão da Justiça Eleitoral que barrou a candidatura de Dr. Rubão

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Os moradores de Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, terão uma votação a mais no próximo domingo (25). Além de participar do segundo turno da eleição presidencial, os eleitores do município irão escolher um novo prefeito em uma eleição suplementar convocada após uma longa disputa judicial envolvendo o ex-prefeito Dr. Rubão.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), 100.477 eleitores estão aptos a participar da eleição municipal, que terá quatro chapas concorrendo à prefeitura. O candidato eleito cumprirá mandato até dezembro de 2028.

A nova votação ocorre depois que a Justiça Eleitoral impediu a candidatura de Dr. Rubão, vencedor da eleição municipal de 2024. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu que sua recondução ao cargo configuraria um terceiro mandato consecutivo, situação proibida pela Constituição Federal.

Quem são os candidatos a prefeito de Itaguaí

Quatro candidatos disputam a eleição suplementar para comandar a prefeitura até o fim de 2028:

  • Haroldinho (PDT): atual prefeito interino e presidente da Câmara Municipal de Itaguaí.
  • Luciano Mota (PT): candidato do Partido dos Trabalhadores.
  • Marcelo Cunha (Democrata): candidato à prefeitura pelo Democrata.
  • Kelaine Goulart (Novo): disputa a eleição com candidatura sub judice, ou seja, ainda submetida à análise judicial.

No dia da votação, os eleitores deverão escolher primeiro o candidato à Presidência da República e, em seguida, registrar o voto para prefeito de Itaguaí.

A eleição municipal ocorre simultaneamente ao segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro.

Por que Itaguaí terá uma nova eleição

A eleição suplementar é consequência de uma disputa judicial iniciada após a vitória de Dr. Rubão na eleição municipal de 2024.

A controvérsia envolve a sequência de mandatos exercidos pelo político desde 2020, quando assumiu a prefeitura em julho daquele ano para cumprir um mandato-tampão.

Meses depois, Dr. Rubão venceu a eleição municipal regular de 2020 e permaneceu à frente do Executivo.

Em 2024, voltou a disputar a prefeitura e venceu novamente nas urnas. Entretanto, sua candidatura ficou sob questionamento judicial, diante da possibilidade de que a nova eleição representasse um terceiro mandato consecutivo.

A Constituição Federal permite apenas uma reeleição consecutiva para os chefes do Poder Executivo, incluindo prefeitos, governadores e presidente da República.

Decisão do STF e do TSE

A situação política de Itaguaí passou por diferentes decisões judiciais desde a eleição de 2024.

Em janeiro de 2025, Haroldo Jesus Neto, conhecido como Haroldinho, presidente da Câmara Municipal, assumiu interinamente a prefeitura.

Dr. Rubão chegou a retornar ao comando do município por força de uma decisão liminar, permanecendo no cargo entre junho e novembro de 2025.

Após esse período, a administração municipal voltou a ser exercida interinamente por Haroldinho.

Em fevereiro de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou o último recurso apresentado pela defesa de Dr. Rubão.

A definição sobre a candidatura ocorreu em junho, quando o Tribunal Superior Eleitoral confirmou, por unanimidade, a decisão que impediu sua participação na disputa de 2024.

Para o TSE, a eleição de Dr. Rubão naquele ano configuraria um terceiro mandato consecutivo, considerando o período em que ele assumiu a prefeitura em 2020 e a vitória na eleição regular realizada meses depois.

O entendimento da Justiça Eleitoral abriu caminho para a realização da eleição suplementar.

Novo prefeito terá mandato até 2028

Com a nova votação, Itaguaí deverá encerrar o período de administração interina e passar a ter um prefeito escolhido diretamente pelos eleitores para completar o ciclo municipal em andamento.

O vencedor da eleição suplementar ficará no cargo até dezembro de 2028, quando termina o mandato correspondente às eleições municipais de 2024.

A votação do próximo domingo será, portanto, decisiva para definir quem administrará o município nos próximos dois anos.

A situação de Kelaine Goulart, que concorre sub judice, também deverá ser acompanhada pela Justiça Eleitoral, uma vez que a condição jurídica da candidatura poderá ter consequências para a validação de eventual resultado favorável à candidata.

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