O Irã intensificou nesta quinta-feira (8) a repressão a manifestantes contrários ao regime, no momento em que a onda de protestos completou 12 dias no país. As mobilizações começaram em 28 de dezembro, após comerciantes de Teerã protestarem contra o aumento dos preços e a desvalorização da moeda local, o rial.
O movimento rapidamente se espalhou para outras cidades e já atingiu 25 das 31 províncias iranianas. Desde o início dos atos, foram registradas dezenas de mortes, incluindo integrantes das forças de segurança, segundo relatos oficiais e de organizações independentes.
Ainda nesta quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a situação durante entrevista a uma emissora de rádio americana. Ele afirmou que o governo iraniano seria duramente retaliado caso houvesse mortes provocadas pela repressão aos protestos.
Com a disseminação de vídeos nas redes sociais mostrando confrontos e manifestações, o acesso à internet foi cortado em várias regiões do país, dificultando a comunicação e a divulgação de informações.
O número oficial de mortos ainda não foi confirmado. De acordo com a ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, ao menos 45 manifestantes morreram, entre eles oito menores de idade.






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