Inelegível, Eduardo Bolsonaro desiste de suplência ao Senado em chapa do PL

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro anunciou desistência da suplência ao Senado na chapa de André do Prado após condenação que o tornou inelegíve

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) anunciou nesta quarta-feira (29) que desistiu de disputar a eleição como primeiro suplente ao Senado na chapa de André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A substituição já era esperada por integrantes da campanha e ocorre após a condenação que tornou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível.

A mudança foi confirmada pelo próprio André do Prado, que afirmou receber “com respeito” a decisão de Eduardo Bolsonaro. Em nota, o candidato destacou que compreende as razões apresentadas pelo aliado e classificou o gesto como uma demonstração de responsabilidade em favor de um projeto político mais amplo.

Mudança busca evitar problemas na Justiça Eleitoral

A saída de Eduardo Bolsonaro da chapa elimina um possível risco jurídico para a candidatura do PL ao Senado em São Paulo. Como ele está inelegível em razão de uma condenação do Supremo Tribunal Federal (STF), havia a avaliação de que sua permanência poderia resultar no indeferimento do registro da chapa, com base na Lei da Ficha Limpa.

Segundo André do Prado, a primeira suplência será ocupada por Fernando Godoy, ex-prefeito de Holambra. Já a segunda vaga ficará com a vereadora paulistana Rute Costa. Ambos são filiados ao PL.

André do Prado disputa o Senado em aliança com o deputado federal Guilherme Derrite (PP), tendo o apoio político do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Troca já era esperada nos bastidores

Nos bastidores, a substituição vinha sendo discutida desde maio. A expectativa inicial era de que Eduardo Bolsonaro sequer tivesse o nome registrado junto à Justiça Eleitoral, evitando questionamentos durante o processo eleitoral. No entanto, a definição acabou sendo adiada até o encerramento das convenções partidárias.

Além da inelegibilidade, outro fator que poderia gerar questionamentos dizia respeito ao domicílio eleitoral de Eduardo Bolsonaro. Atualmente morando nos Estados Unidos, o ex-parlamentar perdeu o mandato de deputado federal por faltas e responde a processo relacionado à suposta articulação de sanções do governo norte-americano contra autoridades brasileiras.

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