Indústria e parlamentares se mobilizam em Brasília para influenciar proposta sobre o fim da escala 6×1

Representantes da CNI, Fiesp e Firjan vão se reunir com parlamentares para formatar documento sobre impacto econômico da redução da jornada de trabalho; grupo vai levar propostas para encontro com Alcolumbre e Motta

Uma coalizão composta por presidentes de 10 frentes parlamentares e de nomes da indústria inicia, nesta segunda-feira (2), em Brasília, uma ofensiva para influenciar a tramitação das propostas que preveem o fim da escala 6×1 — seis dias de trabalho por um de descanso. O grupo busca unificar o discurso do setor produtivo antes de levar uma lista de demandas aos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre.

A agenda segue até amanhã (3) e vai contar com um almoço na sede da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), sob articulação da coalizão das Frentes Produtivas. Convidados pelo presidente da Frente Parlamentar pelo Brasil, confirmaram presença no encontro os presidentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan), Luiz Césio Caetano, além de outros nomes do setor.

O objetivo do grupo é formatar um documento conjunto que trate do viés econômico das mudanças nas regras trabalhistas, abordando o impacto no empresariado, custos operacionais e a competitividade das empresas.

As propostas discutidas devem ser levadas ao Congresso para uma reunião com Alcolumbre e Motta.

“Ao final do encontro levaremos todas as propostas ao presidente do Senado. Uma jornada de trabalho menor é o que todos os trabalhadores desejam, mas para que isso ocorra é necessário que se tenha viabilidade econômica e social.  É nessa direção que a FPBC, preocupada com a competitividade e a produtividade do Brasil, deseja adequar essas medidas às possibilidades reais de implementação pela economia brasileira”, afirmou Julio Lopes.

Fim da escala 6×1 pode ser votado em maio

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6×1, que hoje é uma das meninas dos olhos do governo Lula (PT), está em tramitação na Câmara dos Deputados, e vem sofrendo fortes pressões tanto contra quanto a favor da implementação.

Apesar de ainda não haver confirmação de quando o texto deve ser votado, Hugo Motta já sinalizou que é possível que a matéria seja levada ao plenário da Casa em maio.

Até lá, a proposta ainda terá de passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que analisa se o projeto está de acordo com a legislação brasileira. Também tramitará por uma comissão especial que vai discutir mais a fundo os detalhes da proposta.

Apesar da indicação dada por Motta, é possível que a chegada da pauta ao plenário seja adiada pela resistência de alguns partidos e de lideranças empresariais que podem tentar adiar a votação.

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