Carlos Bolsonaro (PL) esteve na manhã desta quarta-feira (24) em frente ao Hospital DF Star, em Brasília, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro está internado para a realização de uma cirurgia de correção de hérnias inguinais. Impedido de acompanhar o pai no hospital, o ex-vereador disse que a ida ao local foi uma tentativa simbólica de se manter próximo.
A presença de Carlos ocorre um dia após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar o procedimento cirúrgico, mas restringir o acompanhamento familiar.
Pela decisão, apenas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro poderá permanecer com o ex-presidente durante a cirurgia e no período de recuperação. Os pedidos da defesa para liberar também Carlos e o senador Flávio Bolsonaro foram negados.
Do lado de fora da unidade de saúde, Carlos criticou a decisão judicial e afirmou que permanecer no local era a única alternativa possível.
“Estou num espaço público, vou tentar olhar para ele. É o que me resta fazer. Isso para mim, sem dúvida nenhuma vai ser um presente de Natal”, declarou.
Bolsonaro deixa prisão para cirurgia
Bolsonaro foi transferido da Superintendência da Polícia Federal para o hospital pouco depois das 9h, sob forte esquema de segurança. A saída marcou a primeira vez que ele deixou a custódia da PF desde a prisão, em 22 de novembro. O deslocamento contou com escolta da Polícia Federal, da Polícia Militar e da Polícia Penal.
No DF Star, o ex-presidente permanece em área restrita, com vigilância contínua e agentes posicionados na porta do quarto, além de controle reforçado no acesso ao hospital. A entrada foi feita pela garagem, sem contato com apoiadores ou imprensa.
Vigilância 24h
O ex-presidente passará por cirurgia sob escolta permanente da Polícia Federal, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, assinada nesta terça-feira (23), estabelece vigilância ininterrupta durante toda a internação hospitalar em Brasília.
Pela ordem judicial, ao menos dois agentes da PF deverão permanecer de plantão 24h por dia na porta do quarto do Hospital DF Star, além de equipes posicionadas nas áreas internas e externas da unidade de saúde, conforme avaliação da corporação.
Procedimento autorizado
O procedimento foi autorizado após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) e avaliação técnica de peritos da própria Polícia Federal.
Exames realizados no último dia 14, incluindo ultrassonografia, confirmaram o diagnóstico de hérnia inguinal bilateral. Embora não tenha sido classificada como emergência, a intervenção cirúrgica foi apontada pelos médicos como necessária para evitar possíveis complicações futuras.
Antes de autorizar o procedimento, Moraes determinou que Bolsonaro fosse submetido a uma perícia oficial, realizada no dia 17. O laudo concluiu que o reparo cirúrgico deveria ser feito em caráter eletivo, recomendando sua realização em prazo breve.
O ministro também negou o pedido da defesa para que a pena fosse cumprida em regime domiciliar. Segundo a decisão, a legislação não permite a concessão desse benefício a condenados em regime fechado.
Após a alta médica, Bolsonaro deverá retornar imediatamente ao sistema prisional.






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