O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi levado sob escolta, na manhã desta quarta-feira (24), da Superintendência da Polícia Federal para o Hospital DF Star, em Brasília, onde ficará internado para a realização de uma cirurgia.
A transferência ocorreu pouco depois das 9h e marcou a primeira saída dele do local desde a prisão, em 22 de novembro.
O deslocamento contou com a atuação de equipes da Polícia Federal, da Polícia Militar e da Polícia Penal. No hospital, Bolsonaro terá acesso restrito e ficará sob vigilância permanente, com agentes posicionados na porta do quarto e reforço na área externa da unidade. A entrada foi feita pela garagem, sem contato com o público.
Internado na véspera de Natal, o ex-presidente inicia os preparativos para o procedimento cirúrgico marcado para esta quinta-feira (25), quando passará por correção de duas hérnias inguinais. Até o momento, não há definição sobre o tempo de permanência hospitalar após a cirurgia.
Vigilância 24h
O ex-presidente passará por cirurgia sob escolta permanente da Polícia Federal, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, assinada nesta terça-feira (23), estabelece vigilância ininterrupta durante toda a internação hospitalar em Brasília.
Pela ordem judicial, ao menos dois agentes da PF deverão permanecer de plantão 24h por dia na porta do quarto do Hospital DF Star, além de equipes posicionadas nas áreas internas e externas da unidade de saúde, conforme avaliação da corporação.
Procedimento autorizado
O procedimento foi autorizado após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) e avaliação técnica de peritos da própria Polícia Federal.
Exames realizados no último dia 14, incluindo ultrassonografia, confirmaram o diagnóstico de hérnia inguinal bilateral. Embora não tenha sido classificada como emergência, a intervenção cirúrgica foi apontada pelos médicos como necessária para evitar possíveis complicações futuras.
Antes de autorizar o procedimento, Moraes determinou que Bolsonaro fosse submetido a uma perícia oficial, realizada no dia 17. O laudo concluiu que o reparo cirúrgico deveria ser feito em caráter eletivo, recomendando sua realização em prazo breve.
O ministro também negou o pedido da defesa para que a pena fosse cumprida em regime domiciliar. Segundo a decisão, a legislação não permite a concessão desse benefício a condenados em regime fechado.
Após a alta médica, Bolsonaro deverá retornar imediatamente ao sistema prisional.






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